Finalmente o PCP começa a dar-se conta que está a ser usado pelo atual governo PS para enganar os portugueses com medidas, como a pretensa baixa de impostos, que não passa de uma farsa pois a situação económica do País não suporta qualquer baixa de impostos, e a pretensa alteração dos escalões do IRS confirma isso mesmo pois o benefício de uns será em prejuízo de outros. O atual governo com o apoio entusiasmado do BE, que vive numa ilusão de poder que não tem, de “obrigar” o governo a tomar estas medidas populistas, mas que não contribuem em nada para resolver os problemas de fundo da nossa economia, limita-se a redistribuir mais alguns euros por uma parte da população em prejuízo da outra, pois uma baixa de impostos real teria de ser geral, na tentativa de com isso poder capitalizar mais uns votos a seu favor nas próximas eleições e conseguir a almejada maioria absoluta. Não passa de um logro em que o BE e o PCP embarcaram caindo na artimanha do atual PM e do PS que com esta aliança pretende sobretudo reconquistar o seu antigo eleitorado mais à esquerda que em tempos “emigrou” para BE e PC. Ao ficar com o exclusivo da governação o PS capitalizará a seu favor todas as pretensas benesses distribuídas e que levarão muitos daqueles que usualmente votam quer BE quer PCP, nomeadamente os “migrantes” do PS a interrogarem-se sobre a utilidade desse mesmo voto. Entendo que a função primordial de um partido político não é ser governo mas sim eleger deputados que representem o povo que se revê na sua mensagem política e na AR dirimir argumentos contestar ou apoiar as decisões do governo. Numa coisa estou de acordo com a líder do BE as maiorias absolutas em Portugal foram mais prejudiciais que benéficas para os interesses fundamentais do País e se quisermos um exemplo extremo de que maioria absoluta pode não ser sinónimo de melhor governação temos o exemplo dos governos PS de Sócrates que nos levaram quase à bancarrota.
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