O presidente do Governo Regional foi esta tarde à freguesia do Estreito da Calheta presidir a uma inauguração de um caminho agrícola e aproveitou para distinguir os “autarcas humildes”; os que “sabem ouvir e estar próximo da população”; os que “trabalham em equipa”; os que “tomam decisões” ou os que executam em “benefício público”; daqueles que “se fazem de vítimas” ou daqueles que “aparecem em fotografias”, adjectivou.

Sem especificar quem eram as “vítimas” ou quem eram os mais fotogénicos, a distinção do chefe do Executivo madeirense foi entendida no local como um autêntico recado para os autarcas que não foram eleitos pelo PSD-M. E, nesse particular, a farpa vai para todos aqueles que lideram as sete das 11 Câmaras da Região.

Fora do pote anterior ficou naturalmente Carlos Teles, um autarca social-democrata que estava a escassos metros do governante e a quem lhe foram dirigidos um leque de qualidades que fazem o edil um “homem certo para o lugar certo”, disse. Aliás, Albuquerque disse mais. Considerou que Teles é um perfeito “exemplo” que não deixa promessas em ‘saco roto’.

“Muitas vezes, a promessa pode servir para durante algum tempo disfarçar algumas incapacidades políticas e alguns marasmos executivos que por aí andam na ilha, mas na hora da verdade, não tenham dúvidas que o povo saberá julgar e tem inteligência de discernir quem trabalha mal e quem trabalha bem. Isso vem sempre ao de cima. É como o azeite na água: Mais cedo ou mais tarde a realidade é bem ajuizada pelo povo”, sentenciou perante o olhar de populares da localidade que esperaram que o acesso ficasse concluído durante oito anos.