Luis Filipe Caetano Pereira de Freitas Gostaria de alertar as autoridades para uma situação inaceitável que se tem vindo a passar, e venho por este meio que o DN nos faculta, fazer uma reclamação para algo que preocupa e incomoda não só a mim, bem como a muitos dos vizinhos que vivem na mesma zona. O assunto é o seguinte: Vivo num prédio, no nº274-A, na Rua da Carreira – zona histórica da cidade – pouco abaixo da capela de S. Paulo, e da casa onde habitou o escritor Herberto Helder, acima do paço episcopal, e em frente do Cemitério dos ingleses. Contíguo ao prédio onde vivo, existem duas casas abandonadas, uma delas com uma água furtada construída em madeira, no nº266, onde habitou o escultor Francisco Franco, e de onde retiraram inexplicavelmente uma placa com essa referência, e outra, nos nºs 268 e 270, em condições semelhantes. Obviamente, um cenário destes atrai muitas situações indesejadas, como por exemplo, muitos bichos, nomeadamente térmitas, vulgarmente conhecidas como formiga branca, que têm a particularidade de destruir tudo o que é feito em madeira, mas não só. Osgas e afins também se encontram. Com os recentes incêndios, a preocupação aumentou de tom, porque as chamas não andaram assim tão longe, de forma que, ter duas casas abandonadas mesmo ao lado, é deveras preocupante.

Com mato seco, e construções em madeira, e zinco, um eventual incêndio deflagrado numa dessas habitações seria catastrófico para quem habita na proximidade. Logo, é evidente que me sinto muito lesado por toda esta situação, e bastante preocupado com futuras catástrofes. Portanto, gostaria de alertar as autoridades competentes, nomeadamente a CMF, para que este tipo de desrespeito e falta de civismo cessem de uma vez. Se for preciso actuarem em conformidade, que o façam. Se necessário for, os residentes que se sentem lesados farão uma queixa. Façam valer o dever, inerente à vossa eleição para cargos políticos de grande responsabilidade, como o de zelar pelo bem-estar dos munícipes do Funchal.