Desde que nascemos até morremos, precisamos ter saúde, e/ ou diminuir o peso da doença que nos apoquenta.

O governante que abraça a pasta da Saúde , sabe que todas as pessoas têm olho nele. Ainda bem que isso acontece. Somos pessoas não somos números. Na escola e na família devemos aprender a educação para a saúde, o comportamento e os modos de vida saudáveis para evitar a doença.

Precisamos de cuidados de saúde de proximidade, antes dos cuidados hospitalares altamente diferenciados, muitíssimos caros em instalações e equipamentos A nossa Região tem carências de instalações e equipamentos nalguns sítios e centros da saúde hiperdimensionados noutros concelhos.

É necessário uma reflexão profunda sobre o papel da engenharia, como esta pode e deve dar um contributo para melhorar a saúde, diminuição de custos e adequados equipamentos médicos e outros, com soluções sustentáveis do ponto de vista orçamental.

A engenharia da saúde, começa no planeamento das unidades de saúde, do conhecimento do histórico, da casuística… para a concretização da realização dos empreendimentos, a sua construção, a manutenção e exploração. O edifício do hospital com a dimensão que a nossa Região precisa, custará cerca de 30% mais que um hotel de luxo com a mesma área de construção. A complexidade das instalações e equipamentos representam cerca de 50% do custo total . Acresce ao custo total do edifício cerca de 40% para aquisição de equipamento geral , médico - cirúrgico e de alta tecnologia.

Precisamos ser prudentes nas soluções: equilíbrio entre o custo benefício. Precisamos envolver os profissionais da saúde: médicos, enfermeiros e técnicos de diversas áreas, de modo a evitar-se megalomanias e derrapagens orçamentais.

Na actualidade a engenharia clínica aplica o seu conhecimento para o desenvolvimento e segurança das tecnologias médicas. A engenharia de reabilitação, intervém na melhoria da qualidade de vida das pessoas com deficiência, a neuro engenharia estuda o sistema nervoso, os implantes e os neuroestimuladores etc. Á engenharia Física e Médica, cabe-lhe o estudo e as tecnologias relacionadas com o equipamento de diagnóstico e terapêutica.

Quem participou nos processos de certificação das Unidades de Saúde sabe quanto é importante o papel da engenharia na resolução dos problemas técnicos, que diminuam o risco técnico e a sua mais-valia para a diminuição do risco clínico e a melhoria da gestão clínica. Temos um aumento da longevidade, com aumento das doenças oncológicas, neurodegenerativas e cardiovasculares. Temos cidadãos mais esclarecidos dos seus direitos e dos custos com a saúde, uma realidade incontornável no quadro da sustentabilidade. Somos cada vez menos. É necessário uma política de Estado que apoie a natalidade. Resolver estas questões, pressupõe conhecimento e diálogo permanente, envolvimento dos cidadãos.

Dirio Ramos