Maria Menezes Eu venho por este meio denunciar publicamente os níveis de ruído elevadíssimos a que alunos, professores e funcionários são obrigados a suportar, diariamente em algumas escolas do Funchal, em particular em três que são Liceu Jaime Moniz, Escola Horácio Bento, Escola Básica e Sec. Gonçalves Zarco. Vamos a factos concretos:

- Os toques das campainhas da Escola Horácio Bento são tão elevados, tão ruidosos que se ouvem na Escola Básica e Secundária Gonçalves Zarco, que fica a centenas de metros de distância: Tem acontecido com frequência alunos e professores desta escola assumiram os toques da escola Horácio Bento como toques da própria escola Gonçalves Zarco. Note-se que esta escola H. Bento, fica a 30m do Hospital. Por sua vez os toques da Escola Gonçalves Zarco têm de ser mais fortes!

- A Escola Jaime Moniz tem 88 toques por dia de campainhas ruidosas e torturantes, o que corresponde a 440 toques por semana, 1760 toques por mês, ou seja 17600 toques num só ano letivo (excluindo as campainhas do anexo).

Digam-me como é possível os alunos e professores destas escolas desempenharam bem as suas funções num ambiente ruidoso destes? Como é que os alunos podem ter a concentração necessária para a aprendizagem?

Exige-se à Secretária Regional de Educação, aos representantes dos partidos na Assembleia Regional, à inspeção das condições para o trabalho, que atuem sobre esta “violência” esta barbaridade, nas escolas e nas vizinhanças destas escolas. Além do ruído desnecessário destas campainhas horríveis, os professores e funcionários são obrigados a ouvir barulhos de alunos nos pátios, nos corredores, nas salas quando arrastam mesas/cadeiras para ajustarem o seu lugar, etc. Claro que todos estes ruídos somados, trazem problemas para a saúde como o stress, problemas auditivos (surdez), cansaço psicológico,… É demasiado ruído para um local de aprendizagem, que exige muita concentração por parte dos professores e dos alunos, onde se exige o máximo de silêncio, de sossego e de tranquilidade.

É curioso que no decurso dos Exames Nacionais, não podem tocar telemóveis, ninguém pode falar, exige-se o máximo de silêncio nos corredores, nos pátios, é tudo levado a rigor. Por que razão as aulas diariamente não seguem os mesmos graus de exigência quanto ao ruído? Acham que as aulas são menos importantes que os exames Nacionais?

Infelizmente a fiscalização só vai às escolas na época de exames quando está tudo no silêncio máximo, quando as condições são as melhores, que nada têm a ver com as condições reais nos períodos de aulas.

A Escola Básica e Sec. da Ponta do Sol, (tem os ciclos de ensino todos) já retirou definitivamente os toques durante as aulas; pois chegaram à conclusão que os toques das campainhas são fatores de stress, de desconcentração, causam dores de cabeça, causam problemas auditivos e de certa forma tiram a responsabilidade aos alunos de serem pontuais, não os preparando para a vida, para a universidade, não os deixando serem responsáveis quanto à pontualidade.

Tenho conhecimentos destes casos porque tenho alunos e familiares com alunos que frequentam estas escolas. No caso da Escola Jaime Moniz, acho estranho ninguém da vizinhança ter denunciado esta situação do ruído, pois tem um sistema de campainhas ruidosas com mais de 60 anos!

A Escola Básica e Secundária da Ponta do Sol, a Escola Francisco Franco não têm toques e funcionam lindamente!

Na Escola B. Secundaria da Ponta do sol usaram este procedimento para retirar os toques:

1 dia sem campainhas. 2 dias com campainhas. 2 dia sem campainhas, seguido de um dia com campainhas. Foram habituando gradualmente os alunos e num curto espaço de tempo dispensaram definitivamente as campainhas, tornando a escola mais silenciosa e agradável.