Acredito que a política é um território de honestidade, de trabalho, de responsabilidade e, sobretudo, de princípios e de gente que dá a cara.
Devia ser sempre assim, mas o que se verifica é que, infelizmente, esta não é a regra, mas muitas vezes a exceção.
Vem esta espécie de desabafo a propósito de uma nova forma de fazer política, muitas vezes a coberto do anonimato, que invade as redes sociais, sem respeito por uma série de valores, mas sobretudo sem respeito pela verdade.
Perfis falsos são criados para denegrir e atingir quem realmente trabalha, que dá a cara e assina por baixo todas as decisões e tomadas de posição.
É vê-los a surgirem como cogumelos à medida que se aproxima o período de campanha eleitoral. Na voz destes, que se escondem no conforto da virtualidade, está tudo mal, está tudo sujo, ninguém faz nada e, basicamente, anunciam uma espécie de fim do mundo.
Estes novos profetas da desgraça digital andam de máquina em punho a fotografar casos pontuais e a transformá-los em regra, destilam ódio e sobretudo fabricam mentiras à velocidade de um ‘clique’.
Muitos destes anónimos identificados têm telhados de vidro e um passado que não lhes dá legitimidade para nada, muito menos para criticar quem trabalha.
Estes anónimos identificados pertencem a partidos que estão na oposição há quase três anos sem apresentarem qualquer proposta válida. É apenas a política do bota-abaixo inconsequente e desonesta. A política de atirar areia para os olhos e fazer esquecer os pecados e omissões das suas trágicas gestões, que conduziram o município e a Região à falência. Ou do seu modo trágico de estar na oposição.
Mas podem estes anónimos identificados e virtuais estar descansados porque as vozes de gente sem nome, sem cara e sem honra pouco podem contra a realidade.
E o povo, apesar do crescimento das redes sociais, ainda vive no mundo real e tangível, onde as verdades virtuais pouco valem e onde o trabalho se vê na sua realidade e não no delírio dos que querem voltar ao poder a toda a força. O povo, felizmente, tem memória e esta não é virtual.
Filipe Sousa