Qualquer construção a levar a cabo nas Selvagens deverá , portanto, ser exemplar Ao reclamar como parte integrante do seu território as Ilhas Selvagens, Portugal não pode descurar o potencial ambiental e científico destas duas ilhas nem a qualidade das instalações de que aí dispõe. Estas não só devem garantir esse mesmo potencial como também reflectir a imagem que o país quer dar ao mundo. Qualquer construção a levar a cabo nas Selvagens deverá , portanto, ser exemplar, integrar-se harmoniosamente no parque natural e responder a rigorosos critérios de sustentabilidade energética e ambiental. Que melhor maneira de garantir todos estes requisitos senão promovendo um concurso de arquitectura, aberto e transparente? Assim fez a Ordem dos Arquitectos com a parceria da Secretaria Regional do Ambiente e Recursos Naturais e do Parque Natural da Madeira. Integrado na campanha “Escolha Arquitectura”, promovida pela Secção Regional Sul da Ordem, foi lançado, no dia 21 de Novembro de 2015, o concurso intitulado “Duas Casas nas Ilhas Selvagens”. Tratava-se de seleccionar o melhor projecto para duas novas casas, uma na Selvagem Grande e outra na Selvagem Pequena, que terão por função albergar os vigilantes das ilhas, investigadores e eventuais visitantes. O estado em que actualmente se encontram as instalações existentes e o seu programa inadequado exigiam, desde logo, uma reformulação que proporcionasse condições de habitabilidade aos utilizadores. O processo decorreu sem sobressaltos rompendo com um passado que, na Região, foi de ausência de concursos abertos a todos os arquitectos. Um passado de decisões ignaras, tomadas unilateralmente por quem julgava tudo saber e tudo poder decidir sem precisar de auscultar ninguém. Este modo de proceder deu origem a algumas das construções mais aberrantes do regime, entre as quais se destaca, com o seu cais inútil e os seus rudes tetrápodes, a obra na frente marítima do Funchal. Entramos, felizmente, num novo ciclo, em que os concursos abertos de arquitectura, em cooperação com as entidades governativas, são possíveis, contribuindo não só para promover no exterior a imagem de uma Região renovada e civilizada como também para enriquecer o património arquitectónico insular. Com o objectivo de obter o Alto Patrocínio da Presidência da República para o empreendimento, conferindo-lhe o carácter nacional e a notoriedade necessárias para a captação de apoios das entidades e empresas portuguesas mais empenhadas na promoção da qualidade ambiental do nosso território, a Delegação da Madeira da Ordem dos Arquitectos iniciou já algumas diligências junto do Representante da República, cuja disponibilidade e abertura não pode deixar de ser louvada. Tudo leva a crer, portanto, que dentro em breve a R.A.M. se poderá vir a orgulhar da qualidade e eficácia das suas novas instalações nas Ilhas Selvagens, realizadas por um processo competitivo que seleccionou, num mercado de serviços altamente competitivo, os projectistas mais competentes e a solução mais adequada. Para quem os quiser conhecer, os projectos premiados estarão expostos na sede da Delegação da Ordem dos Arquitectos durante todo o mês de Maio. Rui Campos Matos, Arquitecto

Qualquer construção a levar a cabo nas Selvagens deverá , portanto, ser exemplar

Ao reclamar como parte integrante do seu território as Ilhas Selvagens, Portugal não pode descurar o potencial ambiental e científico destas duas ilhas nem a qualidade das instalações de que aí dispõe. Estas não só devem garantir esse mesmo potencial como também reflectir a imagem que o país quer dar ao mundo.

Qualquer construção a levar a cabo nas Selvagens deverá , portanto, ser exemplar, integrar-se harmoniosamente no parque natural e responder a rigorosos critérios de sustentabilidade energética e ambiental. Que melhor maneira de garantir todos estes requisitos senão promovendo um concurso de arquitectura, aberto e transparente? Assim fez a Ordem dos Arquitectos com a parceria da Secretaria Regional do Ambiente e Recursos Naturais e do Parque Natural da Madeira.

Integrado na campanha “Escolha Arquitectura”, promovida pela Secção Regional Sul da Ordem, foi lançado, no dia 21 de Novembro de 2015, o concurso intitulado “Duas Casas nas Ilhas Selvagens”. Tratava-se de seleccionar o melhor projecto para duas novas casas, uma na Selvagem Grande e outra na Selvagem Pequena, que terão por função albergar os vigilantes das ilhas, investigadores e eventuais visitantes. O estado em que actualmente se encontram as instalações existentes e o seu programa inadequado exigiam, desde logo, uma reformulação que proporcionasse condições de habitabilidade aos utilizadores.

O processo decorreu sem sobressaltos rompendo com um passado que, na Região, foi de ausência de concursos abertos a todos os arquitectos.

Um passado de decisões ignaras, tomadas unilateralmente por quem julgava tudo saber e tudo poder decidir sem precisar de auscultar ninguém. Este modo de proceder deu origem a algumas das construções mais aberrantes do regime, entre as quais se destaca, com o seu cais inútil e os seus rudes tetrápodes, a obra na frente marítima do Funchal. Entramos, felizmente, num novo ciclo, em que os concursos abertos de arquitectura, em cooperação com as entidades governativas, são possíveis, contribuindo não só para promover no exterior a imagem de uma Região renovada e civilizada como também para enriquecer o património arquitectónico insular.

Com o objectivo de obter o Alto Patrocínio da Presidência da República para o empreendimento, conferindo-lhe o carácter nacional e a notoriedade necessárias para a captação de apoios das entidades e empresas portuguesas mais empenhadas na promoção da qualidade ambiental do nosso território, a Delegação da Madeira da Ordem dos Arquitectos iniciou já algumas diligências junto do Representante da República, cuja disponibilidade e abertura não pode deixar de ser louvada. Tudo leva a crer, portanto, que dentro em breve a R.A.M. se poderá vir a orgulhar da qualidade e eficácia das suas novas instalações nas Ilhas Selvagens, realizadas por um processo competitivo que seleccionou, num mercado de serviços altamente competitivo, os projectistas mais competentes e a solução mais adequada. Para quem os quiser conhecer, os projectos premiados estarão expostos na sede da Delegação da Ordem dos Arquitectos durante todo o mês de Maio.

Rui Campos Matos, Arquitecto