Ana Ferreira Conheço alguns casos de profissionais que infelizmente padecem de doenças graves como doenças oncológicas, fazem quimioterapia, radioterapia e fisioterapia e que continuam a trabalhar.

Este tipo de situações tem-se vindo a revelar com muita frequência.

A junta médica declara se o trabalhador se encontra apto a regressar ao serviço através da observação clínica, da análise dos pareceres e dos relatórios médicos, que lhe sejam apresentados pelos serviços ou pelos interessados e nos exames que a própria Junta solicitar aos serviços de saúde, se for caso disso.

As atribuições de uma qualquer junta médica são, ou deverão ser, sempre, de natureza exclusivamente técnico-científica.

Sinto-me prejudicado moralmente, economicamente e profissionalmente com algumas baixas médicas.

Como pode a junta médica comprovar que o comportamento dum profissional indicia uma perturbação psicológica e que não está a mentir o que poderá comprometer o normal desempenho das suas funções?

Mas como controlar este comportamento?

Como evitar comprometer o bom desempenho dos outros profissionais que têm conhecimento desta situação?

Por favor, não deixem passar as injustiças e mentiras, pois parece que somos feitos de sangue distinto, uns com tantas regalias e outros sem nenhumas.