J.R. Ao ler as últimas noticias das peripécias que acontecem pela Madeira, registo com alguma tristeza que continuamos a assistir e a debater assuntos “menos” importantes na actual conjuntura social e económica. Vejamos pois um assunto que fez noticia nos últimos dias – Um Miradouro na Igreja -. Será que o tal miradouro é uma aberração? Então o que será um parque de diversões montado num terreno baldio junto a uma estrada regional e do outro lado da estrada um serviço de comes e bebes com automóveis paradas em plena faixa de rodagem e os clientes a circular pela via publica como se fosse a zona do público? Onde está a segurança dos clientes do dito espaço e será que o espaço reúne as condições mínimas de higiene? O que será que o responsável mor do município do tal “MIRADOURO” perante este exemplo pensa? E o que será que acham os comerciantes que tem que pagar todas as taxas para manter a sua empresa aberta com todas as regras do bom funcionamento…

Mas não se fica por este exemplo, podemos dar outros tais como armazenar telhas e equipamentos de construção civil encostados à estrada quando a poucos quilómetros existe um parque empresarial e não se dá uso? Armazéns de construção civil em pleno leito de ribeiros. Não será que está na altura de começar o denominado ordenamento do território mudando o registo de anos e anos? Porque é que se construiu os parques empresariais? Se não se mudar este registo de anos e anos na mesma lenga/lenga em que o que muda é o ano e os eventos e disparates são sempre os mesmos, então não se queixem do resultado das eleições.

Os governantes antes de se preocuparem com o seu futuro político e com o xadrez político, devem-se preocupar com o futuro dos seus munícipes promovendo a qualidade de vida dos mesmos, e se não souberem e tiverem dificuldades de visão, abram as hostes à sociedade civil como foi dito e muito “BEM” pelo presidente do governo DRº Miguel Albuquerque no último congresso do PSD. A sociedade está a mudar e aquilo que pensávamos que era pouco provável está a acontecer. Num concelho em que a população vive predominantemente da agricultura em que grande número da população é idosa então porque não se segue exemplos de outros concelhos e dinamizamos actividades diárias para os idosos tais com idas ao ginásio/piscina/passeios mobilizando alguns jovens licenciados desempregados para acompanharem e dinamizar essas actividades. A requalificação dos centros das freguesias com planos de pormenor seriam importantes para dinamizar o comércio em todo o concelho “Aleste” promovendo a iniciativa privada. Também descentralizar os eventos culturais do centro do concelho trazendo a cotas mais superiores seria importante, mostrando aos visitantes a gastronomia local, artesanato, etc. A matéria-prima existe é preciso é saber molda-la e ter visão aplicando novas tecnologias e novos conceitos de vanguarda. ALESTE também merece.