Assinalam-se, hoje, os 89 anos do Despacho Conjunto dos Ministros das Finanças e da Instrução Pública, que determinava que o Clube Desportivo Nacional passaria a ser, oficialmente, uma Instituição de Utilidade Pública pelo entendimento de que prestava importantes serviços à comunidade no âmbito das actividades desportivas consideradas essenciais na formação das camadas mais jovens da população da Madeira. A 27 de Abril de 1953 os periódicos regionais davam conta da existência de diversas festividades culturais e desportivas organizadas para assinalar o 25.º aniversário da entrada de António de Oliveira Salazar no Governo, tendo sido exposta a maquete da avenida homónima que uniria o Campo da Barca a São Gonçalo. Nesse mesmo dia seria lançada a primeira pedra da remodelação do Estádio dos Barreiros pelo Chefe da Junta Geral do Distrito, estrutura desportiva construída e inaugurada pelo Nacional em 1927 e por onde passou grande parte da actividade desportiva madeirense. O legítimo orgulho das gentes do Nacional exigia que se diligenciasse, no sentido de “não ser esquecida no futuro Estádio dos Barreiros, a inscrição do Clube Desportivo Nacional, como fundador do Campo, num acto de justiça e de legítimo prémio pelos que se sacrificaram pelo Bem do Desporto e da Madeira” (Proposta de António Maria Nunes, sócio n.º 52, de 17/1/1953). A inscrição seria colocada e lá ficaria até ser vandalizada e abandonada sem qualquer respeito pela História como se fazendo-a desaparecer ocultasse tudo aquilo que foi feito e vivido por milhares de pessoas ao longo de quase 100 anos. Tudo isto é História. E ela tem que ser conhecida para poder ser respeitada, valorizada e perpetuada às gerações futuras. A História tem que ser contada!

Andreia Nascimento Directora de Comunicação