É verdade que as contas se fazem no final, mas também é verdade que por vezes nem a matemática é certa. Nesta fase, as opiniões são muitas, os cenários também, há muita contra informação mas não é menos verdade que o Senhor que se seguiu era um adversário a temer. Pelo futebol praticado e pela réstia de esperança entre as hostes sportinguistas, este jogo muito dificilmente iria entrar para as nossas contas.

Aguardamos o desenrolar disto tudo e vamos assistindo friamente ao desenrolar dos acontecimentos. Prefiro sempre a crítica construtiva daqueles que realmente estão nisto por amor, do que a incompetência, a má formação, o mau carácter e acima de tudo o mau profissionalismo de muitos. Como adeptos dedicados, resta-nos confiar e ter esperança, seja qual for o desfecho estaremos sempre aqui…

A deslocação a Alvalade mobilizou um conjunto de adeptos que quiseram acompanhar a equipa. Esta tem sido uma dinâmica implementada pelo clube de forma a nos permitir vivenciar de perto jogos fora de portas.

A convocatória surpreende pela escolha de atletas pouco utilizados, alguns claramente a acusar falta de ritmo competitivo e a ocupar posições para as quais não estão rotinados. Outros passaram de titulares indiscutíveis a não convocados ou a suplentes. Impedido ainda se encontra Cádiz a recuperar de uma lesão.

O jogo praticado não trouxe nada de novo e resume-se a uma equipa que não tem fio de jogo. Alguns rasgos individuais permitiram-nos chegar à baliza adversária, contudo o adversário jogou o suficiente para sair vitorioso do embate. Jogo muito morno, sem grandes contornos, jogadores a acusar um desgaste físico e mental muito grande.

Perspetiva-se uma semana de trabalho cujo foco terá de ser encarar o próximo jogo como uma final, ou a primeira de três finais, consoante os resultados dos nossos adversários diretos na luta pela permanência. Este é para nós o jogo da época e que este seja o mote para a preparação deste encontro.

Tânia Silva