A convite do Presidente do Governo Regional, realizo agora uma visita à Região Autónoma da Madeira no âmbito do “roteiro da ciência” às cidades e regiões portuguesas inovadoras.
A Região Autónoma da Madeira é hoje um exemplo de sucesso da política de coesão da União Europeia. A mais-valia de 30 anos de projeto europeu estão à vista de todos os habitantes da Madeira. Como Comissário europeu para a área a Investigação, Ciência e Inovação, tenho o privilégio de gerir a pasta que lida com o futuro. Com efeito, hoje em dia, a criação de emprego, o crescimento económico e a competitividade passam inevitavelmente por mais investimento em investigação, ciência e inovação. Como região autónoma em Portugal e como região ultraperiférica na UE, estou certo que a Madeira tem o potencial para tornar-se aqui também num exemplo de regiões que mudam o paradigma da política regional, com um novo ímpeto para a inovação.
Neste minha visita à Madeira trago precisamente esta mensagem. Perante os desafios que a UE e as suas regiões enfrentam, urge aproveitar não só os fundos de coesão mas também o Horizonte 2020 e novos instrumentos, tais como o Plano Juncker. Vim à Madeira para conhecer melhor os projetos inovadores e a produção de conhecimento que é feita nesta Região. E dar a conhecer as oportunidades proporcionadas pelo programa Horizonte 2020. As sinergias entre o programa Horizonte 2020 e os fundos estruturais visam aumentar a quantidade e a qualidade dos investimentos, assegurando um impacto maior dos fundos aplicados na economia regional e na criação de emprego. Este efeito, por si só, motiva os atores envolvidos a maiores sinergias, desde as autoridades públicas regionais, à universidades, centros de investigação e sector privado. No mundo global de hoje, há-que saber ser diferente. Com a sua localização ímpar, as suas potencialidades económicas e o êxito do seu desenvolvimento, a Madeira possui um grande potencial neste campo. Os atores regionais já identificaram os sectores de especialização, as áreas onde a Madeira pode e deve apostar: naquilo que só de si depende, naquilo que é capaz de fazer diferente, que são os seus recursos endógenos. Só assim se mitigam os estigmas da insularidade e se vence nos mercados globais. Porque no mundo de hoje, mas importante que o local onde estamos, por mais belo que seja, é a inovação que trazemos para o mercado.
Carlos Moedas, Comissário Europeu