Estes homens têm sido notícia em dois Países de Língua Portuguesa. Na opinião pública têm imagens distintas. Lula é um corrupto que deve ser punido na Justiça, por isso é condenado no tribunal da opinião pública. Luaty um idealista, em luta contra uma ditadura concebida sobre os escombros do Totalitarismo Estalinista, condenado em Tribunal, é absolvido na opinião pública.
O totalitarismo, espera-se, passou de moda. Estaline eliminou milhões de idealistas perante muito silêncio cúmplice. Hoje, muito bem, e por muito menos, a opinião pública condena Eduardo dos Santos, e questiona a pusilanimidade dos Juízes. Interroga-se: que espécie de homens são estes que condenam inocentes?
Em oposição aos comunistas, desde 1945, temos o Mundo Livre onde, em plena guerra fria, se dizia: para o lado que cair o Brasil, cai a América Latina. No Brasil, e em todo o Ocidente, surgiram partidos que garantiram a vivência democrática. A exemplo da Itália, os casos de corrupção ganharam dimensão patológica no Brasil. As regras da democracia trouxeram para a ribalta os juízes. Logo aí, ouvimos os políticos dizendo-se vítimas da justiça.
É difícil acreditar em muitos políticos. Uns porque, ninguém duvida, são corruptos, outros totalitários. Os juízes, com a ajuda dos políticos, são desacreditados “Zé Kwanza” foi para a mata fazer a guerra contra os “portugas”, pois com a independência, diziam-lhe, tudo melhoraria. Desiludido, vê a Liberdade e o bem-estar passar-lhe ao lado em benefício do Poder Político-Financeiro, entregue aos homens do MPLA. “Zé Carioca”, anda nisto há mais tempo, mas também embarca em enormes manifestações de rua devidamente manipulado pela propaganda política. “Zé Portuga”, papai dos anteriores, também anda de candeia às avessas com as elites no Poder. Não é que o desgraçado não para de pagar dívidas que, abusivamente, assumiram em seu nome?
“Zé Kwanza”, “Zé Carioca” e “Zé Portuga” – e todos os outros “Zés Ninguém” por esse mundo fora – querem liberdade e bem-estar. Dispensam que as centrais de propaganda levem Zés para rua apoiando A ou B quando deviam entender-se as cúpulas para evitar-lhes fome e desemprego. Essas, são as mesmas cúpulas que não hesitam em estar de acordo para cuidarem dos seus interesses específicos
A “cavalinho dos votos”, vindos da esquerda e da direita, muitos políticos estão de acordo em esquecer os Zés a quem, falando-lhes em interesses colectivos antes de eleições, depois delas apenas pensam em satisfazer a sua ambição e poder financeiro. Falta-lhes vergonha na cara, proporcional às contas bancárias.
Gaudêncio Figueira