Domingo foi um dia especial, no Estádio da Madeira. Mais um!

O Nacional assinalou o Dia do Pai de uma forma diferente, e convidou os seus atletas da formação a ir ver o Nacional-Guimarães acompanhados dos seus pais e ainda dos pais destes. Três gerações juntas, numa iniciativa que levou até ao Estádio da Madeira quase três mil pessoas. Números reais, e sem qualquer acréscimo virtual. Nada mau para quem é acusado de nada fazer para promover o seu espetáculo…

E as quase três mil pessoas que estiveram nas bancadas, gostaram certamente do que viram. Um jogo entusiasmante, bem jogado e com uma equipa do Nacional a mostrar que está mesmo em alta.

Depois de três jogos sem sofrer golos por parte dos alvi-negros, a partida começou praticamente com o golo do Guimarães. Nada que abalasse a equipa, que depressa igualou e logo depois podia ter consumado a reviravolta.

O penalti no último minuto da primeira parte foi novo rude golpe no alento nacionalista, mas nem isso desmotivou jogadores e adeptos.

A segunda parte trouxe um Nacional demolidor, que conseguiu a reviravolta no marcador com toda a naturalidade e inteira justiça.

O Guimarães reagiu, mas o espírito guerreiro e solidário da equipa permitiu manter a vantagem até final. O mesmo espírito que juntou depois todos os jogadores no balneário para dedicar o triunfo ao colega Willyan, operado na véspera e que não joga mais esta época.

Por tudo isto, os pais presentes no Estádio da Madeira por certo agradeceram aos filhos o convite para ir ver o Nacional. E os que ficaram em casa, certamente estão agora arrependidos de não terem aproveitado a oportunidade de assistir a um grande espetáculo.

Ainda para mais porque o Nacional foi único clube madeirense a competir no futebol a nível nacional a ganhar neste fim-de-semana.

Com tudo isto, lá temos os alvi-negros no 9º lugar, a 5 pontos de uma posição europeia e já bem à frente de outros que tão bem chegaram a andar. E os que antes pediam a demissão de Manuel Machado, criticando a Administração por nada fazer, agora até já exigem a renovação do técnico.

Segue-se agora uma semana de paragem devido às seleções, e depois mais um dérbi nos Barreiros.

Derbi é dérbi, mas aquela é uma casa de boas memórias para todos os nacionalistas. Por motivos vários, mas acima de tudo porque nos últimos seis jogos lá disputados, apenas uma derrota.

Vamos ver se conseguimos manter a tendência.

Saturnino Sousa