Depois de uma partida atribulada, a equipa viajou no domingo para a realização do jogo entretanto adiado para segunda-feira. Ser ilhéu tem destas coisas, passo a explicar para os mais incautos, sair da Ilha só por via aérea e pôr em causa toda esta situação é duma fraqueza de espírito… o futebol não é uma guerra, pelo menos para alguns!
O futebol não é uma questão de vida ou de morte, é muito mais que isto tudo. À sua volta gira toda uma panóplia de opiniões, onde todos são especialistas e têm sempre soluções a bem do seu clube, não do futebol. Pelo que li estes dias, leva-me a concluir que por esta ordem de ideias não deveriam haver adversários, ou então somente adversários feitos à medida do sistema e adaptados em termos geográficos.
Voltando ao que realmente interessa e desportivamente falando, no que concerne à convocatória para este embate, Kusunga é a principal novidade nos convocados do União para a deslocação à Luz, é a estreia do defesa angolano na convocatória de Norton de Matos. Em relação à última convocatória para o jogo com o Estoril, que se saldou por uma igualdade a um golo, sai da convocatória Breitner.
O União joga sempre para pontuar, seja onde for, pelo menos é assim que deve ser. O discurso deverá ser sempre de vitória seja para fora ou para dentro do balneário, é isso que os adeptos exigem e é isso que deve ser exigido aos atletas.
O jogo era efetivamente difícil mas não era impossível pontuar. O adversário entrou claramente com uma vontade enorme de resolver a partida quanto antes e nós acabámos por sofrer um golo cedo o que tem sido nosso apanágio noutros encontros. A estratégia estava montada de forma a travar os avanços do adversário e jogou-se de forma fechada, tentando explorar os contra-ataques. Foram nesses lances de contra-ataque que poderíamos ter chegado ao golo, não tivemos essa sorte, a tal que protege os audazes. Os jogadores foram aguerridos e lutaram com as suas armas, contudo é difícil marcar com poucos atletas na frente, Gudiño foi enorme…
Tânia Silva