Sócrates veio, governou, governou e acabou por sair… há quem diga que se tenha governado também… para provar isso, lá estão os tribunais. A única prova que existe é que deixou o pais nas lonas, pois é, apesar do nosso sucesso como destino turístico, a troika não veio cá passar férias.. Depois veio Passos, taxou, taxou e acabou por cair. Segundo muitos, tinha o país todo contra ele, país esse esmagado por tanta austeridade, tanta insensibilidade, enormes sacrifícios, tudo verdade! Tudo? Bom, quase tudo, a verdade é que o homem ficou à frente nas eleições e tal… Se calhar há ainda alguns Portugueses que estão fartos de ver o seu País no rabinho da lancha, governado por políticos incompetentes que acham que gastar à grande é sinonimo de boa governação. Costa chegou! Conseguiu uma coisa que nunca ninguém tinha conseguido até à data, dar uma boleiazinha à extrema-esquerda – embarcando todos juntinhos na já célebre desengonçada gerigonça. “Chapeau!”. Lá foi o meu homónimo para o governo, sem ter ganho absolutamente nada, só dois novos desconfiadíssimos amigos (e eu desconfiado deles), agitando uma gigante bandeira anti-austeridade que, afinal, limita-se a substituir uns impostos por outros… É mais ou menos isto: O que não pagamos na espetada, desembolsamos no imposto do combustível que temos que consumir para levar a família ao restaurante… quanto ao resto, tudo como dantes porque o caminho continua a ser para Abrantes… haja saúde! E o Iva e os outros impostos lá vão andando para cima e para baixo… ao sabor de caprichos, de cofres cheios ou vazios, e das exigências daqueles bandidos armados que gerem a União Europeia, que como é sabido por todos, parece que é composto maioritariamente por países onde se vive muito pior que aqui… nós é que somos bons governantes! Entretanto, lá fora, os investidores olham para nós e fogem como o diabo da cruz…
Pedro Milheiro da Costa