Miguel Sousa Assisti , via televisão, à cerimónia fúnebre de despedida de Nancy Reagan. Organizada pela família nos jardins da Fundação do falecido presidente Ronald Reagan, na presença de muitos amigos e dignatários norte-americanos, realizaram uma cerimónia religiosa de corpo presente com música erudita e uma sucessão de discursos dos seus entes mais próximos e queridos lembrando a vida da antiga primeira dama norte-americana. Sem missa, com a leitura espaçada de duas passagens do Evangelho de S. João, durante menos de uma hora, discorreram discursos recordando os principais episódios da vida de Nancy. Muitos eventos bem humorados que a todos fizeram sorrir e mesmo soltar pequenas gargalhadas sem que isso mostrasse menos respeito ou dor pela sua já ‘longa’ ausência. Os seus dois filhos não destoaram nessa sincera disposição de bom espírito. Todo um ritual religioso e amigável a que não estamos habituados, nós que por cá, em vez das palavras e do elogio pela vida, apenas carpimos a tristeza da morte e a falta que a sua ausência nos fará. Uma intervenção final de sacerdote seu amigo em nome de Deus e anunciando a abertura das portas do Céu encerrou a despedida de uma dama notável, antes casada com o politico que mais admirei. Esta cerimónia ajudou-me a conhecer e admirar ainda mais Nancy Reagan.