Maria Freitas É com compaixão e apreensão que escrevo estas linhas. Há muito se ouve o eco, mas ontem e hoje é clara a aflição de quem está com falta de saúde e têm de recorrer ao sistema regional de saúde, pois é um dos deveres de um Estado, prestar cuidados da saúde à população. Fala-se de números, de reuniões, de falta de medicamentos e consumíveis – afectando os utentes e os profissionais de saúde, falta de respeito pelos profissionais de saúde, ex: os enfermeiros – e de uma forma muito global, só sinto insatisfação, poderão estas pessoas sentirem-se felizes, emocionalmente satisfeitas!? Bem decidi, empatizar-me na situação, entrei, na vida destas pessoas, destes cidadãos, …e vi a esperança pintada de cinzento, o sol atravessar a chuva, mas o arco iris desfez-se instantaneamente, …e vem a dor de quem precisa de um tratamento, de um medicamento, para viver esta fase da sua vida dignamente, e vem a ansiedade de quem abraçou uma vida para ajudar a curar e vê-se impotente. É uma verdadeira «Via-Sacra», há que cair e se levantar, e ter fé na Luz da Ressurreição, temos de ser misericordiosos, não só, nas nossas orações, mas também , nas nossas acções. Como últimas preces: . Peço aos governantes e directores que humanizem os vossos actos, que giram o hospital e a saúde preventiva e no ambulatório, como «empresa virada para o “cliente”» e não empresa virada para o resultado. . Peço aos jornalistas na sua missão, de informar a verdade e de serem justos, tragam estas vozes que sofrem ao debate social. . Caros Madeirenses e Portosantenses, mostrem o quanto está acontecer, a vossa dor e indignação. Não é, uma manifestação, não é usar os mais frágeis é sim, esclarecer que não estamos perante, mais uma rotura pontual de medicamentos e consumíveis e cirurgias adiadas, estamos sim, perante a inoperância dos nossos governantes, dia após dia! Os Madeirenses e Portosantenses confiaram em vocês! Então digam-nos, …já não temos razões para confiar?