Uma mãe Hoje dia 20 de Fevereiro faz 20 anos que meu primeiro filho nasceu e não há ocasião melhor para agradecer por tudo. Tinha apenas 17 anos quando ele nasceu mas apesar de ser tão jovem amei-o desde o primeiro momento, apesar de todas as contrariedades. Meus pais tiveram um grande choque com a notícia mas apesar de tudo apoiaram-me e por mais difícil que tenha sido consegui dar a volta à situação. Continuei na escola apesar de ser considerada um mau exemplo, e consegui formar-me, o que não foi nada fácil. Tinha de estudar, trabalhar e cuidar do meu filho mas hoje em dia tenho mestrado e considero-me uma pessoa realizada. Passei por muita coisa má e costumo dizer que não desejo ao meu pior inimigo tudo aquilo por que passei. O “suposto” pai do meu filho, sim suposto porque um verdadeiro pai nunca abandona o seu filho, há anos que não o visita nem quer saber dele. Por ele teria morrido à fome. Felizmente ele tem várias pessoas que o amam e não precisou de um pai pra viver. Já agora agradeço à justiça à qual recorri várias vezes mas só gastei dinheiro pois nunca o obrigou a cumprir as suas obrigações e já agora a toda a família do lado paterno que nunca o ajudou em nada. Não se preocupem pois não foi preciso.... Tenho certeza que quem ler esta carta saberá logo quem a escreveu por isso não preciso de assinar.