Hoje celebram-se 88 anos de Escutismo Católico na Madeira. Foi no dia 8 de dezembro de 1928 que os primeiros jovens e dirigentes fizeram a sua promessa de escuteiros na Igreja de São João Evangelista (Colégio dos Jesuítas). Depois de quase nove décadas, podemos afirmar que muitos milhares de crianças, jovens e adultos passaram por este que é o maior movimento de juventude no mundo (cerca de 40 milhões filiados e oficiosamente cerca de 70 milhões); em Portugal são mais de 70.000, só no CNE, e na Madeira mais de um milhar. O objetivo traçado pela organização mundial do escutismo é atingir em 2023 os 100 milhões e o CNE em Portugal chegar aos 100.000. E na Madeira? Que se duplique o atual efetivo? Será possível? Dediquei o meu último artigo sobre esta temática pois aproximava-se a realização de um Seminário onde os adultos deste Movimento puderam, com a ajuda de alguns conferencistas convidados – entre eles e mais destinto, o Presidente do Comité Mundial do Escutismo -, refletir sobre de onde vimos, onde estamos e para onde queremos caminhar. Desde logo, podemos enaltecer a adesão de uma boa parte dos adultos que se dedicam a orientar as práticas escutistas nesta Região, por outro lado, a forma como participaram ativamente, quer nos três painéis em discussão, quer nos workshops realizados. Como conclusões, destacamos: a) melhorar a divulgação/promoção junto dos adultos da necessidade dos mesmos no Movimento. Sem adultos não pode haver escutismo para os jovens; b) a importância da sociedade e dos governos valorizarem o papel dos voluntários e de alguma forma criarem incentivos que possam minimizar a dedicação e o tempo despendidos em prol dos outros; c) melhorar a divulgação da metodologia escutista junto das camadas mais jovens – escolas, paróquias, redes sociais, meios de comunicação, etc. d) reforçar que o apoio financeiro e a cedência de infraestruturas por parte das entidades governamentais e autarquias locais, é fundamental para que o escutismo continue a formar jovens, visto que esta é uma associação sem fins lucrativos, que promove a inclusão de todos os jovens, fazendo com que as dificuldades económicas não sejam um fator de exclusão; e) os Agrupamentos necessitam de espaços físicos próprios e com as condições mínimas necessárias, para pôr em prática o escutismo; f) é importante a participação ativa dos Assistentes (Párocos) na vida dos agrupamentos, contribuindo para uma maior vivência da fé cristã dos jovens e dos adultos; g) os dirigentes deverão também assumir o seu papel de evangelizadores e o Agrupamento deverá ter um papel ativo na comunidade paroquial à qual pertence.

Com a atividade regional de hoje, a atual equipa de Junta Regional (órgão executivo) termina as suas funções e como no período eleitoral não apareceu nenhuma lista candidata aos órgãos regionais foi eleito, recentemente, conforme previsto nos Estatutos do CNE, um Coordenador Regional que terá a função de garantir a gestão corrente do Movimento durante 6 meses e promover um novo período leitoral. Estamos em crer que depois deste Seminário e de alguma reflexão que os nossos dirigentes têm realizado, em julho de 2017 estaremos a tomar conhecimento de uma nova equipa regional.

Nestas comemorações teremos a celebração Eucarística pelas 8h45 na Igreja do Colégio, presidida pelo Bispo da Diocese, Dom António Carrilho, pelas 10h30 a Formatura-geral do efetivo na Praça do Povo onde contaremos com a presença de várias entidades oficiais (civis, militares e religiosas), de onde se destacam as presenças do Presidente do Governo Regional, do Secretário Regional da Educação, do Chefe Nacional do CNE e do Vigário-geral da Diocese.

Auguramos para o Escutismo na Madeira os maiores sucessos e que os adultos continuem a estar disponíveis para o voluntariado, em prol da formação dos nossos jovens e, como referia o nosso fundador, Baden-Powell que, desta forma possamos “contribuir para deixar um Mundo melhor do que o encontramos”.