A Venezuela manifestou preocupação pelo início do diálogo entre a Colômbia e a NATO sobre um acordo de cooperação militar e acusou o Presidente colombiano, Juan Manuel Santos, de faltar ao prometido a Caracas.
“A República Bolivariana da Venezuela expressa a sua profunda preocupação e condena o anúncio do Presidente da República da Colômbia, Juan Manuel Santos, sobre o início de discussões para concretizar um acordo de cooperação militar entre a Colômbia e a NATO”, diz um comunicado do Ministério de Relações Exteriores (MRE) venezuelano.
O comunicado divulgado em Caracas sublinha que “este anúncio quebra a palavra empenhada pelo Presidente Santos no ano de 2010, perante o (falecido) presidente Hugo Chávez de não concretizar uma aliança militar com a NATO”.
“O Governo venezuelano opõe-se firmemente, perante esta tentativa de introduzir fatores externos com capacidade nuclear na nossa região, cujas atuações passadas e recentes reivindicam a política da guerra, violam acordos bilaterais e regionais dos quais a Colômbia faz parte (Unasul, Celac), através dos quais se declarou a América Latina e as Caraíbas como zona de paz”, adianta o comunicado.
“A Venezuela fará valer todas as instâncias diplomáticas e políticas ao seu alcance, para impedir que organizações bélicas, com pernicioso expediente de guerra e violência no mundo perturbem a paz da região”, sublinha.
No comunicado o Governo da Venezuela “apela ao Governo da Colômbia para não gerar elementos de desestabilização e guerra na América do Sul, e faz votos para ouça o chamamento histórico da paz e união dos libertadores”.
No sábado, durante uma mensagem de Natal, Juan Manuel Santos, anunciou ter aprovado o início de conversações com a NATO para uma eventual cooperação militar.