A família do tunisino Anis Amri, presumível autor do atentado de segunda-feira em Berlim e abatido hoje a tiro em Milão, pediu a abertura de uma investigação sobre as circunstâncias da sua morte.
Em declarações à imprensa tunisina em língua árabe, a família do alegado ‘jihadista’ pediu ainda que o seu corpo seja repatriado para Tunes para ser enterrada na sua cidade natal, segundo a agência noticiosa espanhola EFE.
Anis Amri - que o grupo extremista Estado Islâmico identificou como um dos seus “soldados” e como autor do ataque ao mercado de Natal no centro de Berlim, que causou 12 mortos e 48 feridos - morreu hoje de madrugada num tiroteio com a polícia italiana durante um controlo policial.
Poucas horas depois da morte do tunisino, a agência de propaganda do Estado Islâmico, a Amaq, divulgou um vídeo onde Anis Amri proclamara a sua lealdada à organização ‘jihadista’ e ameaçava os cristãos.
O tunisino, 24 anos, esteve em Itália antes de chegar em julho de 2015 à Alemanha e pedir asilo. O pedido foi rejeitado em junho, mas Berlim não conseguiu avançar com o processo de repatriação, dado a Tunísia ter contestado durante vários meses a cidadania de Anis Amri.
