O ministro do Interior italiano declarou hoje que o homem morto a tiro pela polícia, em Milão, é “sem sombra de dúvida” o atacante do mercado de Natal em Berlim.

Em conferência de imprensa, Marco Minniti afirmou que o tunisino Anis Amri foi morto a tiro depois de disparar contra dois agentes policiais, que tinham mandado parar o carro para verificação dos documentos, cerca das 03:00 (02:00 em Lisboa).

A verificação da identidade confirmou “sem sombra de dúvida” que o homem era Amri, sublinhou o ministro.

Minniti acrescentou que Amri tirou uma arma de uma mochila e abriu fogo. Um dos agentes foi atingido no ombro, mas não está em perigo e aguarda cirurgia.

Amri tinha cadastro em Itália, onde esteve detido na Sicília entre 2011 e 2015.

O tunisino estava em fuga desde segunda-feira, quando lançou um camião contra um mercado de Natal em Berlim. Pelo menos 12 pessoas morreram e 48 ficaram feridas.

Amri, provavelmente com 24 anos, chegou a Itália da Tunísia, durante a “primavera árabe” em 2011. Logo após a chegada, foi condenado a uma pena de prisão por um incêndio num centro de acolhimento de refugiados.

Foi libertado em 2015 e mudou-se para a Alemanha.

De acordo com meios de comunicação italianos, Amri estava no “radar” da polícia antiterrorista como potencial extremista islâmico durante o tempo que passou na prisão, mas não era considerado suficientemente perigoso para ser vigiado.