Mais de mil pessoas foram hoje retiradas do último reduto controlado pelos rebeldes no leste da cidade síria de Alepo, numa operação realizada com algumas horas de atraso, disse à agência AFP um responsável médico.
Ahmad al-Dbis, chefe de uma unidade de médicos e de voluntários que coordenam a retirada, disse que cerca de 1.200 pessoas, incluindo mulheres e crianças, chegaram ao oeste da cidade.
Entretanto, o Observatório Sírio para os Direitos Humanos disse que cerca de 500 pessoas tiveram de ser retiradas de duas aldeias no noroeste sitiadas pelos rebeldes.
O Conselho de Segurança da ONU vai votar hoje uma resolução que prevê o envio de observadores em direção a Alepo, para monitorizar a retirada da população e a ajuda humanitária, referiram diplomatas.
Nos últimos dias, milhares de pessoas foram retiradas de Alepo, um antigo bastião da oposição retomado na sua quase totalidade pelas forças governamentais.
O processo foi interrompido na sexta-feira e novamente hoje, após terem sido destruídos autocarros que iam retirar civis de localidades xiitas cercadas por grupos rebeldes, no âmbito de um acordo entre as partes em conflito.
