Uma comparação da Madeira com os Açores, que seguiram “um desenvolvimento sustentável”, foi o que fez Gil Canha, o primeiro deputado a fazer a intervenção final na discussão do Plano e Orçamento. O deputado independente compara a carga fiscal, o desemprego, as operações portuárias e outros sectores em que a Madeira tem condições mais difíceis do que os Açores.

Gil Canha considera que a situação da Região não muda porque o governo tem de “cumprir as negociatas porque se não o fizer terá dificuldades nas eleições”.

O ‘jackpot’ parlamentar e a “roubalheira do Porto do Caniçal” foram outras referências.

Também Quintino Costa, do PTP, considera o orçamento “um atentado de recusa autonómica” que “beneficia grupos económicos” e recusa, por exemplo, condições para a construção de um novo hospital.

Roberto Almada critica a estratégia do governo e do PSD de procurar remeter para Lisboa tudo o que de mal acontece na governação regional.

“Albuquerque prometeu mundos e fundos, fez promessas, mas a factura dessas promessas são para António Costa, Catarina Martins e Jerónimo de Sousa”, afirma.

Miguel Albuquerque “está amarrado a antigas orientações para servir velhas e novas clientelas”, acusa Edgar Silva.

O deputado do PCP afirma que “foram substituídos os jogadores da política de direita, mas não se mudou”.

O actual governo, acusa, “dá tudo à propaganda, vive da publicidade sobre o que não fazem, nem farão, para parecer que estarão comprometidos no executar daquilo que bem sabem que nunca irão concretizar”.

Edgar Silva considera que “este é um dia claro para claramente se perceber como há 40 anos se mantém o mesmo regime, há 40 anos o PSD imõe a mesma gramática da exploração”.

Uma maioria, como recorda Élvio Sousa, do JPP que “chumba tudo e não deixa passar nada”. O deputado recordou todas as propostas do seu partido e da oposição que foram rejeitadas pelo PSD.

Rejeição de propostas que não se conjuga com os bons resultados fiscais apontados pelo próprios governo.

Victor Freitas fez a intervenção final, em representação do PS e voltou a recordar todas as obras e investimentos que serão realizadas com o apoio, “quase exclusivo”, do Governo da República e da União Europeia. Se não fosse assim, “não havia PIDDAR”.

Lopes da Fonseca, líder parlamentar do CDs, fez a última intervenção da oposição para acusar o governo e o PSD de não cumprir promessas de redução fiscal e de criar discriminação entre madeirenses, nomeadamente ao aprovar um subsídio de insularidade para os funcionários públicos e rejeitar redução fiscal para a classe média.

As propostas do CDS de redução da carga fiscal sobre as famílias, recorda, teria um impacto de 11 milhões, perfeitamente enquadrável no orçamento.