Centenas de manifestantes exprimiram hoje à noite, em Jerusalém, a sua oposição ao desmantelamento, previsto até 25 de dezembro, da colónia israelita de Amona, situada na Cisjordânia ocupada, constatou um jornalista da agência AFP.

Cerca de 500 manifestantes, jovens na sua maioria, dançavam e cantavam perto da residência privada do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, apelando a que este impedisse o desmantelamento ordenado pelo Supremo Tribunal de Israel de Amona, colónia ilegal segundo as leis israelitas.

Umas centenas de famílias estão instaladas nesta colónia instalada perto de Ramallah, numa terra privada palestiniana.

Amona é uma colónia selvagem, portanto ilegal, não apenas aos olhos da comunidade internacional, mas também segundo a legislação israelita aplicada na Cisjordânia.

A colónia de Amona não foi incluída no projeto de lei votado na semana passada em primeira leitura e destinado a legalizar as colónias construídas na Cisjordânia em terras palestinianas privadas.

“Amona é um símbolo”, afirmou Haim Goldberg, um manifestante de 16 anos, que vive numa colónia selvagem, argumentando que “renunciar a Amona é renunciar às outras e não se pode (depois) parar o movimento”.

O ministro da Educação, Naftali Bennett, chefe do partido nacionalista religioso Pátria Judia, que se opõe à evacuação das 40 famílias de Amona, teria chegado a um acordo com Netanyahu, segundo a imprensa, para realojar as famílias a algumas centenas de metros de distância do local onde estão.

“É preciso substituir os juízes do Supremo Tribunal que tomaram decisões enviesadas à esquerda”, declarou Israel Evenchen, um manifestante de 61 anos.

Cerca de 400 mil colonos israelitas vivem na Cisjordânia sob a proteção do exército israelita, que ocupa o território palestiniano.

Aí mantêm uma convivência frequentemente conflituosa com 2,6 milhões de palestinianos, que continuam a esperar o seu Estado independente, do qual a Cisjordânia seria uma componente.

Para a comunidade internacional, todas as colónias são ilegais.