A política madeirense vai digerir nas próximas semanas o resultado das eleições internas do PSD-Madeira. Pelo meio será escalpelizado e aprovado o Orçamento Regional para 2017, enquanto se adiam para Janeiro discussões mais profundas acerca da governação PSD e dos reajustamentos na estrutura partidária.

É o calendário partidário – com as eleições autárquicas na mira – a sobrepor-se às prioridades e aos interesses da população, que claramente preferiria que todos os que se servem da política ordenassem as prioridades com outros critérios.

Não há volta a dar. Sempre foi assim.

E porque em causa está a maior e mais significativa organização partidária na Região, que suporta o Governo e a maior parte das instituições públicas na Madeira, os resultados da eleição interna acabam por trazer maior serenidade. O que por sua vez pode repercutir-se em melhores decisões que a todos interessam.

Mais do que uma certa fixação em promessas efectivamente feitas, que ainda não foram cumpridas e sobre as quais não há nenhuma garantia que venham efectivamente a ser, há sectores da vida pública que carecem de um abanão.

Para além de expectativas meramente pessoais, há interesses colectivos que têm de ser atendidos. Se isso passa por mudança de determinados protagonistas, pequenos ou grandes, relevantes ou menos preponderantes, pouco importa.

Quem governa deve ter a missão que assumiu quase como única orientação e influência directa.

Porque tudo o resto se ajusta, como agora se viu, na concorrida eleição interna.

Ter sucesso nas Eleições Autárquicas, dentro de um ano,

é um objectivo legítimo para cada partido. Mas não deve influenciar demasiado as decisões que possam vir a ser tomadas até lá.