O Partido Animais-Pessoas-Natureza emitiu esta manhã um comunicado, no qual reforça a total discordância para com a tradição da matança do porco que, por esta altura da Festa madeirense, acaba por ser um acto violento desnecessário para com esses animais.
“A violência, seja sobre quem for, sobre que espécie de ser for, envenena e envilece uma sociedade”, começam. “As consequências de um ‘culto’ do embrutecimento e da violência sobre os animais e sobre a natureza na própria cultura e psicologia humanas não são, na maior parte das vezes, sequer equacionadas”, continua.
Porque “deviam ser, porque os actos de violência que vitimam outros seres vivos da natureza, vitimam, primeiro que tudo, a própria humanidade dos que os praticam”, entende o PAN Madeira que a com a “aproximação da grande Festa Madeirense” não podiam deixar de vir a público “afirmar que a ‘tradicional’ matança do porco deve ser denunciada e ultrapassada, não só porque corporiza o sofrimento e morte, com imensa dor, de um ser vivo em público, mas também porque corporiza um acto de ‘celebração’ da dor, da violência e da morte numa cultura humana assim ludicamente anestesiada para o sofrimento, quer dos nossos parentes biológicos animais, quer dos próprios seres humanos”.
E concluem: “O PAN Madeira sugere que se valorizem as muitas tradições madeirenses pacíficas nesta altura do ano, como a feitura de brinquedos tradicionais, de doçaria, danças e cantos, para que a Festa seja celebrada em torno dos valores da paz, da harmonia e da fraternidade.”

