O Partido Popular Monárquico (PPM) da Madeira, “as provocações e trocas de palavras que ocorrem em vários municípios da região, é a prova que a caça ao voto já começou”.

João Noronha, responsável daquele partido na Região, reage em forma de lamento no que entende ser uma atitude de “lavagem de roupa suja, muito usual no regime Republicano”.

Para o monárquico “mais uma vez e com o aproximar das eleições autárquicas, os representantes que se dizem das pessoas, mas que são acima de tudo dos interesses do partido ou deles próprios, estão actualmente numa troca de palavras que deveriam ser realizadas em sede própria e num salutar sentido democrático”, critica.

Em seu entender, “ao contrário da normal lavagem de roupa suja, muito usual no regime republicano, deveríamos estar a ouvir o que foi realmente concretizado como promessas durante estes anos e as razões que levaram outras a não serem cumpridas”. E acrescenta: “Já se notam as obras de última hora e feitas apressadamente, compromissos só para 2017 entre outras más práticas do costume.”

João Noronha afirma que “as autarquias, são para a Monarquia, de uma grande importância histórica ou não fosse o PPM um partido de cariz municipalista”. Por isso, vai mais longe ao referir que se assiste “com mágoa e preocupação como esta tem sido tratada pelo actual regime, apesar de reconhecermos que existem autarcas dignos desse nome”.

Compromete-se, por isso, que o PPM continuará “a defender e conforme está no programa do partido, que a Constituição deve mudar para que seja possível e sem burocracias, a existência de candidaturas de independentes que não se revêem nos actuais partidos políticos que normalmente estão à frente dos nossos municípios. Até lá, o PPM como partido político mas defensor da liberdade de escolha, irá contar maioritariamente com candidatos independentes nas suas listas.”