“O PCP vai apresentar duas propostas, que dizem respeito á Região Autónoma da Madeira: a inscrição do Novo Hospital da Madeira no Orçamento de Estado de 2017, esta que é uma justa aspiração dos madeirenses, bem como garantir o financiamento necessário para o apoio as famílias afectadas pelos incêndios de Agosto de 2016 e a reconstrução das zonas ardidas”.

A declaração foi feita esta tarde por Ricardo Lume. O dirigente do PCP foi o porta-voz da iniciativa de hoje, no centro do Funchal, onde os comunistas madeirenses alertaram para a necessidade de maior investimento nacional na Região por via do Orçamento de Estado.

No encontro com os cidadãos, o PCP procurou reforçar a ideia de que a proposta de Orçamento apresentada pelo governo nacional não é ainda um documento fechado, que é possível intervir de formar a garantir os interesses dos madeirenses.

“Não podemos esquecer que foi a luta dos trabalhadores e das

populações, foi a acção e a intervenção decisiva do PCP, que permitiu, há um ano atrás, afastar do Governo o PSD e o CDS e abrir caminho à interrupção da marcha forçada de exploração e empobrecimento que estes pretendiam continuar”, disse Ricardo Lume.

Para os comunistas, a proposta de Orçamento que o Governo PS apresentou “consolidou medidas que foram tomadas ao longo do ano que garantiram a reposição de direitos roubados pelo anterior Governo PSD/CDS. Mas mantém-se refém da submissão à União Europeia e ao Euro e sem a determinação para enfrentar os grupos monopolistas, a proposta do Orçamento fica

aquém das necessidades e possibilidades do País”.

“O voto favorável do PCP na generalidade abre a possibilidade de limitar aspectos negativos e inscrever novos avanços. É isso que faremos, batendo-nos para que se vá mais longe”. Para isso, Lume adiantou que é preciso intervir “na eliminação das restrições de direitos e remunerações dos trabalhadores da administração pública e na reposição integral da contratação colectiva no sector empresarial público; nos direitos e remunerações dos trabalhadores, no combate à precariedade e aos falsos recibos verdes; na melhoria das pensões propondo o aumento de 10€ para todas as pensões, incluindo para as mais baixas; no aumento da justiça fiscal alargando os escalões do IRS e tributando a especulação financeira, no reforço das prestações

sociais, designadamente do abono de família; no apoio às MPME

iniciando um caminho de eliminação do Pagamento Especial por Conta, pela redução da factura energética para as famílias e os sectores produtivos, designadamente na agricultura e nas pescas.”