O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, felicitou hoje o seu homólogo colombiano, Juan Manuel Santos, e as subversivas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia - Exército do Povo (FARC-EP) pelo novo acordo de paz assinado hoje em Cuba.

“O Presidente da República Bolivariana da Venezuela, Nicolás Maduro Moros, em nome do Governo e do povo venezuelano, felicita expressamente o Presidente da República da Colômbia, Juan Manuel Santos e as FARC-EP, pelo novo acordo de paz alcançado no dia de hoje em Havana, Cuba”, refere um comunicado divulgado pelo Ministério de Relações Exteriores.

No documento, o Governo venezuelano sublinha que “este novo acordo expressa a vontade e o desejo firme do povo colombiano de alcançar a paz, assim como o iniludível compromisso de avançar num novo entendimento entre o Governo da Colômbia e as FARC-EP, conforme com o acordo histórico assinado a 26 de setembro (último) em Cartagena de Índias”.

“O Governo bolivariano da Venezuela reitera a sua firme vontade de continuar a acompanhar o povo colombiano neste processo histórico e de prosseguir pelo caminho das boas relações, de cooperação e amizade entre os nossos países”, afirma.

No comunicado, o Governo venezuelano lembra o falecido “comandante” socialista Hugo Chávez, que presidiu a Venezuela entre 1999 e 2013, “cuja palavra humanista e bolivariana sempre advogou pela unidade dos povos da América Latina e das Caraíbas, e indiciou, em sinceros discursos e proclamas, que a paz na Colômbia era a paz na Venezuela”.

O documento faz referência ao Libertador Simón Bolívar, um militar e político venezuelano que liderou a independência da Venezuela, Colômbia, Equador, Peru, Bolívia e Panamá.

“O sonho e a espada do maior Grande Homem do nosso continente deu-nos a liberdade e forjou as nossas Repúblicas paridas pelas suas mãos. Continuemos construindo a paz que merecem os nosso povos”, conclui.

O Governo colombiano e as FARC-EP assinaram hoje um novo acordo que contém contributos de setores opositores ao pacto inicial, assinado em 26 de setembro último em Cartagena de Índias, Colômbia, e chumbado pelos colombianos no plebiscito de 02 de outubro último.