A revisão do montante diário afecto aos tratamentos na Casa de Saúde São João de Deus deve ser revisto pelo Governo Regional. Ao pedido do seu director clínico, juntou-se o do Provincial Vitor Lameiras, que pediram uma revisão que não acontece há 9 anos, na abertura da II Convenção de Comportamentos Aditivos e de Dependências da Madeira, que termina hoje.
“Acredito que as várias secretarias deste Governo não vão só olhar para o seu umbigo, mas olhar para os custos indirectos desta doença, que é muito maior do que o tratar”, afirmou Luís Filipe Fernandes. O director clínico diz que tem vindo a ser feito um estudo de custos em relação a estas situações, sendo que o Governo comparticipa com 68 mil euros, a cada seis meses, mas a Casa de Saúde poupa 150 mil em tratamentos relacionados com o álcool. “A cada seis meses a Casa de Saúde dá 60 mil euros à sociedade”, justificou.
O psiquiatra afirma que todos os dias abrem novos bares, o imposto do álcool baixa e a idade para consumir essas bebidas está estipulado nos 18 anos, factores que contribuem para que o alcoolismo seja um problema cada vez mais presente.
Por seu lado, Rubina Leal reforçou que os estudos mostram que os jovens consomem “cedo e muito”, sendo crucial uma forte aposta na prevenção, com o intuito de reduzir os riscos para todos.
Uma vez que “não pode haver parentes pobres na saúde”, a secretaria de Inclusão e Assuntos Sociais pretende realizar um acordo de cooperação com o intuito de poder contar com a Casa de Saúde no cuidados aos doentes com patologia demencial e de Alzheimer.

