Luís Gonçalves Tenho seguido com alguma atenção as notícias sobre a alteração aos limites de velocidade na via rápida, bem como as reacções que têm suscitado.

Devo dizer que concordo com as alterações introduzidas, embora esteja ciente de que pouco servirão se não houver uma fiscalização implacável aos aceleras. Temos certamente níveis de sinistralidade nas nossas estradas acima das médias e essa sinistralidade está directamente relacionada com o excesso de velocidade, para além das manobras perigosas, cruzando e ultrapassando em traços contínuos, (como se compreende tantos choques frontais, principalmente em túneis?) entrando ou mudando de direcção sem sinalização adequada, falando ao telemóvel, etc.

Quem circula diariamente, na dita via rápida, apercebe-se que cerca de 2/4 dos condutores não respeita os limites de velocidade e quando entramos no limite dos então 80/Km, essa fasquia deve passar para os 3/4. Se houvesse uma fiscalização rigorosa, com a perda de pontos na carta, certamente que os condutores teriam mais cuidado na forma como aceleram.

Há dias um camionista manifestava-se contra os novos limites. Certamente que é desses que já fazem tábua rasa dos actuais limites e deve ser daqueles que quando o camião vai carregado, mal se arrasta, congestionando todo o trânsito.

Também não percebo por que não são impostos limites mínimos de velocidade e como são permitidos funerais em marcha lenta. Não tenho nada contra os funerais na via rápida, desde que os mesmos se façam a uma velocidade adequada, de moto a não empatar o fluxo de trânsito.

Temos de nos consciencializar que o excesso de velocidade pode provocar acidentes, levando à incapacidade ou morte, que põe em perigo a nossa vida e de outros, e que se fossem respeitadas todas as regras, não seriam necessários radares. Só os inconscientes e os prevaricadores é que temem os radares.