O primeiro jogo de 2016 encerrava grande expectativa, não só porque a equipa dava claros sinais de estar em crescendo de forma, mas também porque a boa exibição no Estádio da Luz, traída apenas por um golo sofrido no minuto 90, alimentava as maiores esperanças.

O ‘onze’ lançado em campo era naturalmente diferente do do Estádio da Luz (10 jogos em 30 dias obrigam a uma boa gestão de recursos), o adversário tinha também uma postura diferente, fazendo lembrar o tal autocarro de dois andares que um dia ficou famoso pelos lados de Londres.

Mesmo assim, bom começo do Nacional, que para não variar teve mais um lance de possível penalti a seu favor (a tal mão na bola, com critérios vez mais difíceis de perceber) que o árbitro não sancionou.

Na primeira vez que saiu do pé da sua área o Arouca marcou, mas a pronta reação alvi-negra logo valeu o empate. A falta desta vez foi tão evidente que não havia outra alternativa, acabando o Nacional por beneficiar da primeira grande penalidade da temporada: À 15 jornada...

Com algumas dificuldades em encontrar espaços na cada vez mais povoada defesa do Arouca, o Nacional acabou por sofrer o segundo golo na segunda vez que a equipa adversaria foi à sua baliza. Um penalti de imediato assinalado, a castigar uma alegada falta de Salvador, e pronto, estava feito o 1-2.

O filme da segunda parte conta-se em poucas linhas. Nacional deliberadamente ao ataque, Arouca deliberadamente à defesa. Mesmo assim ainda surgiram alguns lances de perigo, ingloriamente desperdiçados, acabando por valer o golo no último minuto de Luís Aurélio para evitar uma derrota que era de todo imerecida.

Fez-se assim um mínimo de justiça, o que acabou por ser uma espécie de prémio de consolação para uma equipa que tudo fez para ganhar os três pontos.

Mas para a frente é o caminho, e amanhã é dia de jogar em Belém, onde o objetivo da equipa é recuperar os dois pontos perdidos no sábado. Nem pode ser de outro jeito.

Saturnino Sousa