António P. Catanho Tenho aproveitado os últimos dias para visitar presépios um pouco por toda a Região. Desde o Funchal até outros locais da ilha. Devo confessar que me agradam alguns trabalhos que conseguem mostrar quadros etnográficos desta Região, sobretudo os espaços dedicados à velha Madeira rural. Tenho dúvidas de que o Natal apenas tenha acontecido nessas partes da ilha, mas relevo isso perante o trabalho e o esforço que dezenas de voluntários colocam nesse trabalho que ajuda a mostrar a Região como ela já foi. O que tenho mais dificuldade em entender são aquelas lapinhas onde parece que lá querem por tudo a monte, sem obedecer a critérios mínimos como épocas, motivos e até tamanhos. Acho estranho ter uma ovelha maior do que o pastor ou um galo-palheiro maior do que o palheiro propriamente dito. Estas coisas das proporções, ou da falta delas, retiram seriedade e rigor ao trabalho que se pretende apresentar. De qualquer forma, devo reconhecer que, de uma forma geral, as lapinhas madeirenses apresentam um pouco da tradição. Mas tenho a lamentar que não haja mais cuidado com a selecção de peças utilizadas e sobretudo com os tamanhos. Nem sequer peço muito, apenas que percebam que em caso algum os figurantes são maiores do que os poios ou as casas.