Pois é a coisa por um lado tem corrido muito bem, por outros lados mais ao menos.
O “Uniãozinho da bola” está um senhor União, pois é sem dúvida a equipa que mais próximo está de atingir os seus objectivos, com 20 pontos conquistados, e ainda com 16 jogos por disputar.
Se olharmos para trás e analisarmos os “fait divers” unionistas relativamente ao seu treinador, poderíamos dizer que o Luís Norton de Matos é um excelente treinador debaixo de pressão. No último mês, após rumores de despedimento e outros, a equipa nos últimos jogos com Benfica e Sporting no meio, amealhou 9 pontos.
Venha daí mais um pouco de pressão e teremos um União candidato a lugar europeu.
Quanto ao Marítimo e Nacional, os tempos que correm tem sido mais incertos e turbulentos, para estes crónicos candidatos às provas europeias.
Curiosamente e apesar da época feita pelo Marítimo estar a ser mais positiva que a do Nacional, as decisões recentes relativamente a cada uma das equipas foram substancialmente opostas.
Marítimo aceita pedido de demissão de Ivo Vieira, após mais uma derrota num derby e Nacional rescinde com jogador e reforça plantel com mais 3 jogadores oriundos de Braga e Guimarães, reforçando o papel do treinador no êxito da equipa.
Mas no futebol tudo é possível, pois a pressão é constante e diversa chegando mesmo a ver-se em alguns clubes negociações entre direcção do clube e claques de apoio para amenizar ambientes e Presidentes de claques no poder de clubes, transformando o futebol num “case study” de gestão empresarial.
Com os montantes financeiros que vão passar a estar envolvidos nos grandes e pequenos clubes da I liga portuguesa, é preciso estabelecer regras que evitem o assalto ao poder por pessoas menos preparadas e com maus fígados, protegidos por grupos sombra, que necessitam de sobreviver, seja ele por que modo for.
Por último, mesmo que ainda sem confirmação, vejo mais um treinador que passou pela Madeira, mais especificamente no Nacional, a ser indicado para treinador dum grande clube português. José Peseiro, tem nos últimos anos feito a sua carreira no estrangeiro e penso que merece esta oportunidade de voltar ao futebol português, para mais uma vez mostrar a sua grande capacidade de colocar as suas equipas a jogar bom futebol.
João Abreu dos Santos, Professor