Gaudêncio Figueira …dire-te-ei quem és. O “actor-candidato”, Marcelo Rebelo de Sousa, foge das “suas” más companhias numa velocidade supersónica. Candidata-se a representar o papel do personagem, durante dez anos, interpretado pelo canastrão ainda em Belém. Essa é 1ª companhia que abomina. Seguem-se-lhe os partidos, CDS e PPD, e, finalmente, os banqueiros.

Os companheiros ideológicos de anos, são, agora, os apoiantes envergonhados que – entre Outº e Dezº – reclamaram um “gesto” insensato ao actor. Queriam eleições já! Astuto, não lhes fez a vontade. A estes acrescem, os não ideológicos, banqueiros

Não vindo mal ao Mundo por ter exercido funções políticas durante anos, também não podemos, como ele faz com os muitos incómodos apoiantes, desligá-lo da realidade a que chegámos.

Quão diferente é Marcelo, com seus notáveis dotes de actor, de Sampaio da Nóvoa. O Prof Sampaio da Nóvoa encarna a posição de largos milhões de Portugueses. Ele é igual a todos aqueles que, não vivendo da política espectáculo, exercem, exemplarmente, uma profissão durante anos e apenas saem do anonimato quando o País precisa deles.

Foi assim que, interpretando a vontade profunda dos cidadãos e, no respeito pela ética da profissão que, a tropa, mudou o rumo do País. Ainda hoje se discute o sexo dos anjos, sobre aquilo que urge comemorar, o 25 de Abril ou, pelo contrário o 25 de Novembro.

Dou de barato essa dicotomia. Ela extinguiu-se, graças a uma acção colectiva de onde emanou, António Ramalho Eanes. Ouvi-o dizer, na TVI, que não comparava as suas Presidências com as que se lhe seguiram. Em minha opinião terá sido a mais difícil. À instabilidade dos quartéis, juntou-se a animosidade dos partidos. Colocou – ele e os militares - o País acima de interesses particulares.

Sampaio da Nóvoa, tal qual Ramalho Eanes, surgido do nada 40 anos depois, apenas assume compromissos, directamente, com os Portugueses. Deve, por isso, ser a nossa escolha