Gilberto G. Teles Caro Sr. Dr. Lopes da Fonseca, Como sei que nunca vem ao Facebook ou demais redes sociais, mesmo que tenha a sua página sempre bem atualizada (!!), e como sei que chegará até si esta mesma comunicação por via oral, escrita, ou demais bilhardeira, venho por este meio, deliberado, sem medos do que escrevo ou digo, por me encontrar desobstruído de qualquer “telhado de vidro” ou ideologia comprada numa loja de aventais, onde a palavra e a honestidade, a intelectualidade própria de pensamento livre e construtivo não se prostitui, nem se vende, nem se adquire, mas simplesmente nasce no berço da educação familiar, e através e ao longo da nossa evolução como seres humanos vamos progredindo (outros não), neste aperfeiçoamento de valores e princípios personalistas e/ou organizacionais, que a pouco e pouco, pessoas e instituições vão esquecendo, ou propositadamente, alegando um fator social indesculpável, usurpam a real identidade seja do ser enquanto homem e da instituição, enquanto partido de intervenção pública… A ciência política, na sua essência, não aponta somente caminhos peculiares e determinados na filosofia profunda do “modus operandi” de como se deve e pode agir enquanto agentes políticos em sociedade nem só tampouco, na ação do partido político como fomento de democracia e garante de estabilidade pública! Dá-nos também aso de senso comum, pela linha mais ténue de pensamento, que a democracia, continua a ser o “poder do povo”, a voz interna do militante, do inconformado, do que verdadeiramente quer construir, e não se apregoa e intitula construtor de pontes, quando já colocou a dinamite para o desmoronar… Não se pode, eticamente falando, ser-se aquilo que nunca se fez, muito menos o que nunca se quis ser! Ninguém jamais pode dar, aquilo que não tem!
Ser-se construtor, fazedor de “coisas” a bem comum da sociedade e do próprio partido, é inato ao pensamento humilde de sermos genuínos na forma de vida! Nenhum político, satiriza-se como ator nem deve utilizar a vida pública, como palco para fingir que sabe de qualquer coisa! Cada cidadão é, só por si, um agente político, com intervenção maior ou menor, mas com participação determinante no ato de voto! Todos somos interventores políticos quando queremos para todos, onde se inclui o “nós”, o melhor, e esse melhor é sempre em benefício de sociedade! Contudo, não podemos exigir aos demais a transparência, a coerência, a honestidade, o diálogo construtivo…e demais virtudes, quando navegamos na “barca do inferno” do ridículo, que é não cumprirmos, nem sermos 1% daquilo que exigimos aos demais! Que crédito, como pessoa, como líder, como simples cidadão terei perante os outros, perante eu mesmo?! Fica a questão...pois a resposta, essa, cabe a uma reflexão única numa contrição pessoal!
Não! Não basta dizer, para aparecer escrito e/ou divulgado! A política, quer queiram, quer não, mudou de paradigma ou gradualmente vai mudando, a sua forma de ver e ser, as promessas, o leiloar de venturas, de preceitos demagogos de alardes baratos e frases feitas que fica bem, estão fora de moda, pelo simples motivo de jamais serem letra dura em papel morto, são simplesmente o que são: palavras em papel, intenções vagas, um “gritinho” suspirado para simplesmente dizer, estou aqui! Isso não basta, não é ser político, é sim ser, uma banalidade com algum poder de intervenção!
Falar-se, somente agora, em unir, reunir, unificar, e todos os verbos que signifiquem convergir, quando sempre se foi, juntamente com um grupinho, o cimento ausente na construção da unidade, é mais do que não ser consentâneo com o que se faz, é ser-se uma fraude como líder e como pessoa!
Por tudo isto e, por muito mais, e no seguimento da sua intenção de convocar a Comissão Política Regional, no âmbito das autárquicas de 2017, e tendo atualmente o partido com a sua ilegítima, frágil e desconexa liderança, falta de argumentos fundamentais e firmemente consolidados para a obtenção de qualquer resultado no mínimo, satisfatórios, faço-lhe um desafio: Convoque um novo Congresso, se tiver coragem! Desafie-se a si, e ao lobby que o colocou num lugar que somente se conquista com mérito e com determinada luta e convicção e não por obrigação nem frete, nem ânsia famigerada de poder! Vá a jogo, com todos e com todas a candidaturas, com as suas moções e pedidos LEGÍTIMOS de alteração estatutária que é SOMENTE a maior e mais convicta e sedimentada forma organizacional de qualquer instituição, e se vencer, com justeza e sem golpes, assumirei perante todos, a legitimidade da liderança bem como toda a colaboração que como militante e com todos eles merecer! E desafio ainda, a se não vencer, que tenha esta mesma postura, que não é difícil, ser-se, custa mais, acredite, em parecer ou fingir ser! Contudo e como não acredito em milagres desta natureza e, como sei que este desafio não passará de um sonho, e como não lê o que somente não lhe interessa, espero, que o subconsciente, o alerte e algum princípio democrata-cristão, que restar, o faça, ao menos, pensar, um pouquinho!
Fica o alerta e o desafio, a si e a todo o CDS-M!