O actual presidente da Câmara Municipal do Funchal apregoou durante a sua campanha e intitulou a mesma de “ Mudança”. E realmente temos visto muitas mudanças pela capital Madeirense, contudo as mesmas têm sido feitas sem critério e sem o menor cuidado pelos interesses da população e dos habitantes do Funchal. Está na altura do PSD Madeira, a sua concelhia e os vereadores eleitos pela população, para os representar e defender “acordarem” de uma vez por todas e começarem a pensar na Renovação do Funchal. Temos que preparar um plano para que o Funchal volte a ser uma cidade e uma capital cosmopolita, conforme trabalho iniciado pelo anterior Edil Dr. Miguel Albuquerque. Temos que reorganizar o nosso comércio na baixa da cidade, temos que criar polos de atractividade para que os Funchalenses tenham gosto e prazer de passear pela sua cidade, temos que apoiar os comerciantes, permitindo que estes possam ter os seus estabelecimentos abertos durante mais horas por dia, incentivar os mesmos a criarem novos postos de trabalho, com incentivos concretos e promotores de desenvolvimento sustentado. A baixa do Funchal merece uma melhor organização no que toca aos seus serviços, nomeadamente tornando a nossa centralidade, com uma dinâmica ao estilo “Shopping a céu aberto”. Os espaços públicos que estão ao abandono, devem ser adjudicados aos privados, incentivando-os a investirem na sua cidade, recuperando e mantendo a mesma. Somos uma capital do Turismo, e não podemos admitir que os turistas que nos visitam num Domingo encontrem museus, estabelecimentos de comércio e outras atratividades fechadas. Exemplo gritante é verificado no turismo de cruzeiros, onde em apenas 1 dia para visitar a nossa pérola torna-se insuficiente para a saborear, quanto mais se tudo em seu redor se encontra fechado, vazio, sem alma, ao estilo cidade fantasma. Por isso, os espaços públicos têm que estar abertos aos Funchalenses e aos que nos visitam todos os dias da semana, para preencher os requisitos mínimos de bem receber, garantindo uma memorável visita. Vamos criar incentivos ao aumento da natalidade na nossa cidade, vamos criar incentivos à recuperação de prédios devolutos nas zonas históricas do Funchal, vamos reabilitar a nossa cidade e trazer vida à mesma, só assim se poderá preparar para os desafios do futuro e criar pilar de sustentabilidade para as novas gerações. Não se trata destes temas com promessas de campanha eleitoral de redução de IMI, para depois reduzir uns míseros 0,01%. Não se trata destes temas com medidas castradoras e punitivas de aumento a triplicar no valor do IMI para prédios devolutos. Existe um longo caminho pela frente, sendo que agora a tarefa está ainda mais difícil pois esta nova vereação e o seu presidente estão a comprometer desviando-se do caminho adequado ao suprimento das necessidades do Funchal. Espelho disso é a persistência nas políticas de retalho, geridas sob o método avulso compulsivo, que se vem tornando crónico ao longo do tempo. Este método só demonstra a irresponsabilidade e a falta de critério nas tomadas de decisão, bem como a falta de visão conjunta de uma sistema ecológico que deverá ser harmonioso e equilibrado para que a cidade do Funchal volte a florescer e a brilhar. É visível que a nossa cidade necessita que sejam criados novos centros de dia, novos lares de idosos, novos centros de acolhimento de pessoas com necessidades especiais, bem como melhorar a mobilidade para esta população. Exemplo deste último é a aposta da CMF em aumentar o parque de motociclos, que demonstra a incapacidade de perceber que assim, estará a estimular uma cidade com menos mobilidade para as famílias com bebés e com idosos ao seu cuidado. Revela que a política para o aumento da natalidade não existe e não é importante. A natalidade é um grave problema, pois os dados são bem claros, a população está a envelhecer e não temos neste momento capacidade de resposta para todas estas situações. O apoio social tem que ser uma das bandeiras na capital Madeirense, não podemos permitir que a nossa cidade tenha pessoas a viver nas ruas, é um verdadeiro flagelo social, e temos que combater estas desigualdades sociais. Vamos procurar ajudas junto do governo regional, governo nacional e união europeia, de modo a criar sinergias em conjunto com as comunidades económicas e religiosas para tornar este combate à pobreza mais eficaz, pois tem avançado velozmente sobre uma grande parte da população Funchalense. Os Funchalenses merecem mais, e cabe a um partido como o PSD Madeira rejuvenescer a capital Madeirense, é isso que eu e a população espera de um partido que defende a Social Democracia, que defende os valores humanos e os direitos fundamentais da humanidade, pois procuramos dar ao povo, paz, pão, liberdade e um futuro sustentado para os nossos filhos e netos.
Fabio Bastos Economista