No próximo domingo, escolheremos os seis deputados eleitos pelo circulo da Madeira, entre os duzentos e trinta que comporão a futura Assembleia da República. No que respeita à realidade nacional, parece cada vez mais claro que a coligação PàF merecerá a confiança dos Portugueses. Merece-o, porque foi firme no propósito de cumprir o programa de ajustamento e de recuperar a soberania do país. Em momentos-chave desta legislatura, foi sempre o Governo que acreditou e que pensou no país, não a oposição, que torpedeou e apostou no desaire colectivo, seguindo uma estratégia baseada na máxima “quanto pior, melhor”. Uns preferiam a estabilidade. O Governo. Outros, a instabilidade, a oposição. Premiar ou punir esses comportamentos deve pesar na hora no voto. Embora já tenhamos atravessado o cabo das tormentas, não nos podemos desviar da rota. O pior já passou, mas os riscos de naufrágio ainda são elevados se os homens do leme e o capitão não consolidarem o rumo. Porque os próximos quatro anos deverão ser de consolidação e de recuperação. Para o conseguir, exige-se firmeza, firmeza essa que seja garantia estabilidade e que é um predicado que António Costa parece não ter para oferecer. Os sucessivos alertas feitos pelo Presidente da República, pedindo compromissos futuros no sentido de proteger aquilo que foi conseguido e de não deitar por terra todo o esforço feito , não são fruto do acaso. Nesse sentido, a intenção anunciada por António Costa de inviabilizar o Orçamento de Estado se perder as eleições é reveladora sobre a forma de fazer política do candidato do PS. Utilizando linguagem popular, eu diria que para as intenções de vitória de Costa, a declaração foi “fatal como o destino”, porque tirou o “centro” ao Partido Socialista ao demonstrar a clara falta de bom senso do seu candidato. Quem, de forma leviana, diz o que disse António Costa, não é, ao contrário daquilo que apregoa, credor de confiança. No que respeita à Madeira, o “peso político” dos deputados a eleger será fundamental, porque a Região terá, sempre, de negociar diversos dossiers com a República. O candidato do CDS-PP Madeira é aquele que tem maior peso político. Resumidamente, se queremos estabilidade e previsibilidade, saberemos o que fazer no próximo domingo.
Rui Barreto Deputado do CDS