Guadêncio Figueira Os governos ao criarem estas empresas têm objectivos sociais. Elas através de uma criteriosa gestão económico-financeira defendem o bolso dos cidadãos, na sua dupla condição de contribuinte e pagador de bilhete. Há governos, comedidos nas despesas, que nomeiam administrações para gerirem dentro da racionalidade económica. Esses governos defendem as administrações, não lhes dão rodadas de incapazes. A fronteira entre a economia e a política é muito ténue e frequentemente violada pelos governantes. Governos caça votos, nomeiam administrações onde apenas se lhes pede, como se fosse num exército, o cumprimento de uma missão. A missão pode revestir duas formas. Exagerar no serviço público prestado, através de carreiras para além do razoável e a preços muito baixos. Encantam os eleitores que, gratos, não regateiam votos. Foi assim na HF até faltar dinheiro. A outra forma é do Governo PPD/CDS que, também não assumindo as suas responsabilidades financeiras com as empresas de transporte, cria o embuste na opinião pública de que a má administração é que provocou os prejuízos. Objectivo conseguido, empresas baratas procuram “patrão”. Pior que tudo isto é a original sociedade por quotas entre GR e Diocese. Na sua campanha, o actual GR prometeu acabar com aquele sorvedouro. Podiam seguir o exemplo do Governo PPD/CDS, reduzindo o valor da empresa para entusiasmar compradores. Nada disso! Continuam a enfiar dinheiro público naquilo. Estarão extasiados com a ideia de Passos Coelho que vai receber juros do dinheiro público, metido no negócio BES? Já nada admira neste período de mentiras à solta.