Não foi o resultado que todos desejávamos, mas decorrida mais uma jornada, o Nacional tem mais um ponto somado na Liga, e à falta de melhor, fica esse ponto conquistado como nota positiva de um jogo menos conseguido.

A primeira vintena de minutos foi claramente pintada em tons de verde e branco. Mais Setúbal, a ganhar vantagem com um golo de Suk, e um ou outro lance de algum apuro.

A partir daí, reação alvi-negra, com pouca inspiração, mas muita ‘transpiração’, com os jogadores a tudo tentar para dar a volta.

Perto do intervalo Soares, esteve perto de marcar, mas não conseguiu a emenda e assim, finalizou-se a primeira parte com vantagem sadina.

Manuel Machado mexeu na estrutura da equipa ao intervalo e o Nacional dos segundos 45 minutos foi diferente: Dinâmico, intenso e pressionante.

O empate surgiu com naturalidade, logo depois o 2-1 esteve à vista por duas ou três vezes, mas faltou uma pontinha de sorte para consumar a reviravolta.

O Setúbal corrigiu táticas e posicionamentos, pelo que os 20 minutos finais foram de equilíbrio, com muita luta à mistura, voltando a faltar a tal ‘inspiração’ de que a equipa tanto precisava para chegar ao 2-1.

O balanço final foi assim um ponto ganho, mais um a somar aos seis que a equipa já tinha, e que são agora sete.

Tal como em Alvalade, faltou uma pontinha de sorte (aquela que permite marcar golos no último lance do jogo depois de ver o adversário falhar golos de baliza aberta), mas o caminho faz-se caminhando, e passo a passo, a equipa vai seguindo o seu caminho, mantendo-se de olhos postos no primeiro terço da tabela. Afinal, o sexto lugar está a apenas 2 pontos.

Segue-se agora a visita a uma casa de boa memória: Paços de Ferreira.

O Nacional há seis jogos que não perde na Mata Real (4 vitórias e 2 empates), pelo que poderá ser este o ‘talismã’ que a equipa precisa para conquistar a primeira vitória fora e manter-se no rumo do seu objetivo europeu.

Saturnino Sousa