Marco P. Freitas Eu quase que ponho a mão no fogo por muitos daqueles ciclistas – ou “biciclistas” como lhes chama o meu filhote - que se “passeiam” a alta velocidade na avenida Sá Carneiro e na Pontinha, ao domingo de manhã e noutros dias e fins de tarde da semana. Acredito piamente que sejam fiéis críticos dos males da sociedade, dos nossos políticos e se arvoram, com propriedade, em cumpridores da moral e dos bons costumes. Enfim, como a maioria de nós. Por isso, também estou certo que os selins desses “biciclistas” deverão ter tenham um químico qualquer que os façam esquecer que os locais que mencionei não são pistas de velocidade, que são de todos os que por lá correm, andam a pé ou de bicicleta. O pior é que tal químico parece entranhar-se, produzindo amnésia, já que se esquecem das regras elementares do trânsito: primeiro, porque não param nas passadeiras à saída ou entrada das rotundas e na avenida Sá carneiro; segundo, consequentemente, colocam em perigo crianças, caminheiros e turistas que por lá passeiam, para além da sua própria segurança; e, terceiro, circulam a uma velocidade certamente muito próxima, senão mais elevada que o limite permitido por lei, pois deduzo que a proibição dos 40 km não seja só para carros. Mais há mais! Aparente e estranhamente, os “biciclistas” transformaram-se nos “donos do circuito”, já que ficam aborrecidos com a velocidade de passeio dos pais que levam os seus filhos a andar de bicicleta, ou com as carrinhas que levam turistas para passear de barco e que têm de manobrar no porto, só para dar dois exemplos que tenho testemunhado. Este é um alerta para que se evitem males maiores. Ao que me apercebi, as autoridades já notaram a situação mas, até ver, não conseguiram encontrar a melhor forma de actuar. Como tal, se me permitem breves sugestões, com urbanidade, para darem largas às suas ambições de velocistas, porque não usar estas pseudo-pistas em horários mais adequados, onde possam circular sem colocar ninguém em perigo. Algo tipo noite dentro ou mesmo de madrugada. Mais, façam lobby para a construção de uma pista de velocidade, que dada a política “pró-duas rodas” da Câmara Municipal do Funchal será muito provavelmente bem aceite. Ou, peçam apoios no quadro da nossa política desportiva eclética e equitativa, pois muitos dos “biciclistas” farão parte de clubes com essa modalidade. Agora, por favor, limpem lá esses selins com desinfectante para se libertarem dessa reacção química que vos tolda a percepção e o bom-senso. E até um dias destes ao domingo.