Ana Maria Na “onda” dos mais diversos comentários sobre as alterações recentemente efectuadas ao trânsito e aos estacionamentos na baixa do Funchal, poderia aqui neste espaço, gentilmente cedido pelo DN Madeira, emitir também, a minha opinião sobre as mesmas.
Mas, não o vou fazer, porque acabaria, como quase toda a gente, por “cair” na “velha” história de “O VELHO, O RAPAZ E O BURRO”.
Se a Câmara Municipal do Funchal (CMF) julga ser essa uma decisão acertada, quem sou eu para dizer o contrário? QUEM MANDA PODE!
O que não acho coerente, é essa mesma Câmara, depois de tanto apelar aos cidadãos para dar preferência nas suas compras ao Comércio Tradicional, bem como promovido diversas actividades lúdicas de incentivo, lhes tenha “roubado” abruptamente uma grande quantidade de estacionamentos na baixa. Não faz sentido.
Outra incoerência, é a alegada preocupação com o bem-estar das pessoas mais “velhas” desta cidade, quando, com estas decisões tomadas, está a convidá-las a não vir (à baixa), ou a sugerir-lhes a compra de uma moto ou de uma bicicleta. Tenham dó!
Esses estacionamentos, agora retirados, permitiam às pessoas (que, por força das circunstâncias, não têm moto), tratarem de assuntos pessoais nas mais diversas repartições públicas e não só, efectuar algumas compras no tão “apregoado” Comércio Tradicional, e, nas suas idas às Igrejas, católicas ou outras, quer sós, ou acompanhados de seus familiares.
Espero dos responsáveis por estas alterações, que o assunto seja com brevidade reapreciado e “discutido” num dos próximos Plenários da CMF, no sentido de se viabilizarem outras alternativas, que lhes permita chegar a uma decisão mais equitativa para todos os cidadãos funchalenses.