No médio oriente os refugiados fogem da morte porque sentem o perigo iminente e arriscam as suas vidas pelo sonho de uma vida melhor também na Europa onde se vive cada vez mais uma democracia manipulada numa sociedade completamente alheia à realidade como ilustram e muito bem as imagens que muitas vezes proliferam nas redes sociais e nos mídias. A comunicação social tem um papel extremamente importante na transmissão da verdade, mas é precisamente aí que surgem as maiores manipulações e o maior controlo da informação. Por outro lado, nos novos meios de informação como as redes sociais, ainda é mais difícil e imprevisível controlar e filtrar a verdade. Assistimos ao seguidismo sendo um local propício para fomentar estas situações devido à falta de conhecimento e de opinião crítica. Por isso, é extremamente importante que as nossas escolas sejam cada vez mais um espaço de reflexão, educando as nossas crianças para a importância do espírito crítico por forma a questionarem sobre aquilo que ouvem e o que julgam saber. A educação não pode ser castradora e tão stressante sendo urgente dar mais espaço a outras áreas do saber sem restringir ao estudo das disciplinas de português e de matemática. A sociedade é cada vez mais controlada e são normalmente as pessoas mais vulneráveis as vítimas destas situações. Basta ver os comentários anónimos nas redes sociais, alguns de uma desumanidade e desonestidade tão cruel que questionamos qual é a diferença entre o homem e um animal porque muitas vezes um animal é mais humano do que muitos homens. Ainda verificamos a inexistência de um equilíbrio entre a razão, a emoção e a falta de valorização da natureza porque, por vezes, o homem esquece-se que também faz parte desta. É incompreensível a falta de valorização da educação e da cultura no nosso país. Urge valorizar e dar visibilidade aos professores porque estes não podem continuar a ser tratados como meros funcionários públicos. Só teremos bons resultados escolares quando os professores se sentirem acarinhados e valorizados nas suas próprias escolas. Em tempos conturbados são poucos os cidadãos que dão o devido valor à cultura, pois interessa mais aquilo que enche os olhos como por exemplo o futebol e o mundo corrupto da política, o que dá dinheiro e nunca falta. Onde estão as artes, as ciências e a educação? Pois um povo que não valoriza a sua cultura é um povo sem alma e sem futuro. Muito se escreveu sobre as turmas boas e as turmas más, se devemos ou não receber os refugiados. A opinião acertada será dada por aqueles que apostaram na formação da sua personalidade e caráter porque “De boas palavras o inferno está cheio”.
Patrícia Sumares