José Maria C. Andrade Na sequência do Festival do Colombo, este excerto pertence a uma reportagem publicada, no Jornal New York Times, com data de 14 de Agosto de 1922.
“Porto Santo, terra de Colombo e paraíso dos naturalistas, possui um caracol único Naturalistas Americanos numa visita ao Porto Santo em 1922, anunciaram que na terra de Colombo, que descobriu o nosso continente em 1492, encontraram conchas não existentes em mais parte alguma do mundo, relíquias duma fauna muito antiga e um tipo de caracol também único. T. D. A. Rockwell, professor de Zoologia da universidade de Colorado, relata no jornal do Museu Americano de História Natural, da visita que ele e a sua esposa realizaram as ilhas da Madeira e Porto Santo, onde Colombo viveu.
Esta ilha é de uma natureza em que poderia ter vivido um explorador resistente. Ela é estéril e rochosa, com seis milhas e meia de comprimento por três de amplitude, e Colombo viveu na pequena cidade de Vila Baleira, primitiva e simples, com pescadores, pescando atum com arpões do mesmo modo que no tempo de Colombo.
Estéril para ser habitada, mas o professor Rockerell diz que para um naturalista é um dos lugares mais fascinantes do planeta. Há nela muitas espécies de conchas terrestres que não se encontram nenhum outro lugar no mundo, relíquias da fauna antiga. (…)
Foi uma experiência interessante, explorar a terra de Colombo, mais de 400 anos depois, que ele descobriu a América, pesquisar exemplares únicos (…), e trazê-los de volta para o novo mundo.”
Caracol, caracolinho!... do Porto Santo com carinho.