Inicia-se hoje, oficialmente, a campanha eleitoral. No entanto, tal como tem sido visível, quase não existe distinção entre a pré-campanha e o período oficial de campanha. Este período que antecede o momento do voto, é um período caraterizado por uma espécie de “mudança paisagística” devido à proliferação de cartazes que pretendem dar a conhecer as diferentes candidaturas. Nesta “publicidade eleitoralista” é notória a diferença entre os partidos do arco da governação e os restantes partidos. Nos primeiros, sobressaem promessas que ecoam um passado recente – e o povo não tem memória curta - mescladas com um discurso incompreensível para grande parte dos cidadãos, refugiado num charme de pseudo poder e dissimulado no pensamento: sou aquele que sabe o que é melhor para Portugal! Pretende-se fazer crer que só eles são a solução para o futuro, e tenta-se difundir o medo na mudança e na capacidade do outro! Sim, porque o outro é pequeno, o outro não tem poder, como se isso fosse uma redundância para esse outro não ser capaz e não ter capacidades de governar, de lutar pelo povo, de gerir os recursos financeiros, estruturais e humanos já existentes! De fazer diferente, e, talvez, até fazer bem melhor! Para esses “senhores importantes”, ser diferente parece ser apanágio de incapacidade de liderança. Mas, afinal são eles que não querem abolir os vícios instalados, as ronhas mesquinhas e a “partidarite” que o orgulho quer levar a melhor! Os segundos, os demais partidos, dão o seu melhor e alertam para as lacunas e devaneios dos primeiros, bem como para os reais problemas da sociedade, que os primeiros procuram ocultar porque foram eles os responsáveis por esses mesmos problemas sociais, económicos e financeiros. O JPP assume-se como um Movimento, com uma matriz social, que conhece os reais problemas do povo porque experiencia uma politica de proximidade e não se identifica com clichés, nem se revê com as “partidarites tradicionais”, quase clubísticas! Assim, o JPP partiu para esta campanha eleitoral com um conjunto de medidas claras, realistas e concretizáveis, como sejam: Aperfeiçoar e ampliar a autonomia politica-administrativa; defender os madeirenses e portossantenses relativamente às politicas de transportes marítimos e aéreos; defender um regime fiscal próprio para a RAM; combater a corrupção; aplicar a regra: deputados em regime de exlusividade; rever o princípio da imunidade parlamentar; defender o ensino e a educação com a valorização da escola pública; defender a criação de mecanismos de apoio à natalidade e aos reformados e pensionistas. Em síntese, medidas estas que vão ao encontro dos reais problemas da população, no sentido de minimizar as desigualdades sociais e melhorar as condições de vida de um povo que está farto de ser enganado por políticas e políticos que ditam as regras a pensar em grupos elitistas, pressionados por lobbies e em consonância com interesses instalados que descredibilizam os governantes. A diferença está na sinceridade e humildade de cada um. O povo é inteligente e sabe o que fazer no momento certo! É preciso dar voz à madeira!

Paulo Alves