Maria Fernanda P. Pinto Aguardei com expectativa o concretizar da grande promessa do Governo Regional: o subsídio de mobilidade. Após cinco meses, a promessa traduz-se no seguinte:

- Agora, para ter direito ao subsídio estamos limitados a apenas algumas tarifas (as mais baratas) dentro da classe económica. Antes não havia esta limitação e... nos Açores continua a não haver.

- Agora, as passagens têm um limite de 400€. Antes não havia e... nos Açores continua a não haver.

- Agora, temos de esperar 60 dias após a factura para receber o dinheiro. Antes era imediato e... nos Açores continua a ser imediato.

- Há alguma excepção para os doentes? Não. O doente que tem de ir com urgência no dia seguinte para Lisboa só recebe o subsídio se a sua passagem se enquadrar dentro dos limites que referi. Se as passagens estiverem esgotadas, azar! Terá de pagar na íntegra os 450€, 500€, o que for.

- Se um estudante não puder prever com antecedência a sua viagem e estiverem esgotadas as tarifas permitidas, também não recebe um cêntimo e sujeita-se ao preço que tiver de ser.

Mais umas equações: - A confirmar-se o aumento das passagens por parte das companhias aéreas, estamos a prejudicar nosso turismo e economia.

- Sabe quem pediu o limite de 400€ nas passagens? Albuquerque! Sabe porquê? Para esgotar mais tarde o bolo de 11 milhões de euros que Passos Coelho atribuiu à Madeira para cobrir o subsídio. Porque depois, paga o nosso orçamento regional. Belo negócio!

- Sabia que se exigem parâmetros para as facturas que a TAP não respeita, impedindo o reembolso? E que só agora a SRT reparou nisto?

As conclusões: - O novo regime consagrou uma discriminação inadmissível entre a Madeira e os Açores;

- Eduardo Jesus ao falar em alterar o regime daqui a 6 meses está já a assumir o erro. Que trapalhada!

- A pressa de apresentar esta medida foi inimiga de um regime bem feito e bem negociado.

Mesmo assim, a comissão política do PSD-Madeira (ao melhor estilo jardinista) achou que agora é que isto está óptimo.

É muito amadorismo!