“A vida não é um mar de rosas”. Todos nós já experimentamos vivências que comprovam esta afirmação. Na família, no trabalho, nos amigos. Somos pessoas, temos fragilidades. Na capacidade de gestão, controlo de forma equilibrada das emoções, constrói-se a felicidade. Difícil entender entraves, colocados por quem apela ao voluntarismo, justificados por questões burocráticas sempre geradoras de injustiças. Burocrata de gabinete, distante da vida do dia-a-dia do povo, não os há apenas no “Centralismo de Lisboa” mas também perto de nós. Fico-me por aqui hoje. Mas aviso: a partilha é a solução. Se recebes tens que dar algo em troca. Essa coisa da mão direita dar sem a esquerda ver é moral religiosa. Só que não gosto que me tomem por parvo. Hoje quero desabafar e partilhar com os homens bons, que segundo o papa Francisco, são todos os portugueses. “Nunca conheci um português mau” afirmou o Papa. Mas acrescentou: “Também conheci uma senhora, com mais de 80 anos, que me causou uma boa impressão”. Lembro que seria uma senhora grisalha. Mais uma prova da falibilidade do Santo Padre. Provavelmente não conhece Carlos Peixoto cabeça de lista do distrito da Guarda á Assembleia da República pela Coligação Portugal á Frente. Carlos Peixoto, deputado do PSD (da Comissão de Assuntos Constitucionais, direitos, liberdades e garantias) pasme-se, resolveu brindar o povo com a sua opinião sobre o envelhecimento do país, com esta frase lapidar: “A nossa pátria foi contaminada com a já conhecida peste grisalha”. Terá sido com votos dos grisalhos da Guarda que se sentou á mesa do orçamento. São tipos como este que nos representam. O Líder do Partido cala-se? Consente? Admite? Não é populismo. É intolerância e indignidade. Passou-se dos limites. Não vale tudo senhores políticos. Já vi, e continuo a ver, de tudo. Muros erguidos, por um tal de “Trampa” ou Trump, na fronteira mexicana com os Estados Unidos, barreiras de arame farpado na Hungria, jornalista Húngara a pontapear seres humanos refugiados, petições públicas reenviando seres humanos para o palco da morte, mas exterminação dos grisalhos portugueses, qual limpeza étnica hitleriana, como a solução milagrosa para os problemas do nosso país, não. Em 1939, na Alemanha, Aktion T4 foi um programa nazista para esterilizar pessoas não desejadas. Pretende implementar em Portugal o “programa de eutanásia nazista”? Convém assumir e colocar no programa eleitoral. Será que os cabelos deste energúmeno não ficarão da cor dos meus? Não se trata de respeitar uma opinião. Configura um crime. Não só quem puxa o gatilho é criminoso. É com gente desta extirpe que os líderes partidários nos querem convencer a ir votar? A quem o nosso país está entregue…. Chamem a polícia p.f.

Francisco Costa