José Rodrigues O Sindicato dos Professores da Madeira decidiu entregar, ontem à tarde, nas Secretarias de Educação e das Finanças, um manifesto que diz ser contra o desemprego docente e em defesa da qualidade da educação e do ensino. O documento resultou do plenário de professores realizado na tarde de 3.ª feira. Ora, como os dirigentes sindicais desempenham os seus cargos a tempo inteiro (e às custas do erário público), suponho que teriam tempo para proceder a tal entrega durante o dia de anteontem ou na manhã de ontem. Mas a preferência foi para ontem à tarde, único dia em que a agenda dos secretários é pública, pois esse é o dia da semana em que se realiza o Conselho de Governo. Será que escolheram o dia e hora de propósito para não se cruzarem com os secretários regionais em causa? Ou fizeram-no com o intuito de se virem a considerar desconsiderados pela ausência dos mesmos? A Educação precisa que estes encontros tenham dignidade e sejam agendados com seriedade. Escolher um dia e uma hora em que toda a gente sabe que os secretários não estão nas suas secretarias, é uma escolha muito duvidosa. Ou será que a condição de tempo inteiro com que os sindicalistas exercem as suas funções não lhes daria outra alternativa? Faz lembrar um pouco o agendamento de protestos e greves para vésperas de feriados ou de fim-de-semana, aliás com cada vez menos adesão. A atitude de ontem somada aos agendamentos de greves inconsequentes que também já referi, afastaram-me definitivamente do sindicato a que pertencia. Os problemas reais dos professores, tendo uma grande influência na vida dos estudantes e das suas famílias, bem que merecia um sindicalismo mais consequente. Assim, meus senhores, não vamos lá.